Já não encontro as palavras certas
E vivem os meus dias sem ter rasto
Andam minhas horas tão incertas
Na sincope das silabas que ora gasto
Todos os poemas já deixaram,
As rimas onde via o que não tive.
Todos os dilemas s`encontraram
No resto do que em mim ainda vive
Os sonhos já não ficam para a noite
Nem esperam uma musa inspirada.
Não há já um só verso que se afoite
Na folha nua e fria, abandonada
Morreu, assim morra eu também,
O rio que parecia não ter fim,
Ficou, assim fique em mim também,
A saudade, dessa saudade de mim!
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