“Necessidade ou condição?”

Amigo, sabe o que quer dizer, amigo? Segundo o dicionário: “ (do latim amicu, substantivo masculino),  o que quer bem,  favorável; partidário; aliado; afeiçoado; que tem amizade.” já agora o que dirá sobre amizade? Aqui vai: “afeição, amor, boas relações, laço cordial entre duas ou mais entidades; dedicação; benevolência”. E se eu lhe perguntasse a si. Será que se revê, nestas respostas que o dicionário nos dá? Já agora: ” –  há quanto tempo não faz um amigo?” Achará abusador perguntar: “ Tem algum amigo?”. Mas eu respondo, “ – não sei.”, e tenho que confessar que: “- há muito que deixei de saber”. Devo confessar que não sou piegas e que não me fascinam. “rebuscados lances de teatro”, mas, tenho que confessar que dou de facto grande valor à amizade e que lamento profundamente não ser daquelas pessoas cheias de amigos, que saem, que se divertem e tudo o resto. Sabe porquê? Porque não consigo fingir e o mais grave é que não acredito nada nessas tangas, p`ra quê? Quando deixar de haver interesses, ou na primeira dificuldade ,onde é que eles estão? Devo concordar que poderá haver, mas, a vida infelizmente mostra-nos que não é bem assim, umas vezes porque é preciso agradar a uns, outras vezes, porque pode parecer mal a outros, mas que raio, então ser amigo, não é entregar-se? Não é estender a mão, sem nos importarmos que alguém esteja a olhar? Não é aceitar todas as diferenças, formas de estar, de pensar, de agir e acima de tudo, aceitar? Pois é, é aqui que para mim o Mundo pára, não me peçam para ser amigo, se o que esperam de mim for olhar com os mesmos olhos, então quatro não vêem mais? Ser amigo, para mim, é algo que não vem no dicionário, é aceitar, aceitar a diferença do outro e ao aceitar, aceitamos tudo, os erros também. Não gosto muito do termo perdoar, não obviamente pelo significado que lhe está subjacente, mas, pelo facto de me incomodar, então porque temos que pedir perdão, a alguém que comete os mesmos erros que nós, quem nos julgamos para só perdoar, quando alguém, que apenas agiu de uma forma diferente, daquela que nós entendemos como correcta, nos pede perdão, então não prestamos, porque os nossos amigos se assim se considerassem verdadeiramente, nunca  teriam necessidade de nos pedir perdão, considerar-se-iam perdoados por natureza, porque Deus não nos disse,  que perdoar era necessidade de quem ama, mas a condição de quem vive.  Tal como na história do soldado, mesmo que tenhamos a certeza que o nosso amigo morreu, é melhor ir buscá-lo, porque ele, afinal, ao chegarmos  pode estar vivo e de certeza que não esperava outra coisa de nós senão ir buscá-lo, até  porque o importante, não é acreditarmos que está morto, mas que morreria concerteza de desilusão, por o não termos ido busca. Por fim digo: “ – Para se ser amigo não é necessário estar sempre presente é condição fazê-lo quando todos já partiram…”

1 Comentário

  1. Amigo Zé,não resisti á tentação de comentar.Em relação á amizade também sou um bocado ceptico,sabes qunado pensamos que temos amigos olhamos á nossa volta e só vimos interesses,quando voltamos as costas ficam a dizer mal de nós.Perdi um grande amigo(pensava eu) há algum tempo atrás.um amigo que fez parte dos grupos musicais onde actuei durante anos e anos….mas no fim …….(tu conhece-lo bem quando tivermos pessoalmente digo-te quem é)foi uma grande desilusão.
    Aquele abraço


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