“Não vá o Diabo tecê-las…”

“Quando a nau está a ir ao fundo, os primeiros a fugir são os ratos”. Expressão conhecida e do saber popular. A verdade é que: “É nos momentos difíceis que devemos resistir”. Não estão fáceis os dias e de forma alguma, está fácil a vida. Os problemas acumulam-se e as respostas que encontramos, para fazer face ás dificuldades, são cada vez menores. A esperança, está abalada e a  confiança nunca andou tão por baixo. Este é um país de brandos costumes e normalmente não fazemos ondas, talvez por termos o mar à porta e na lembrança, a vitória da democracia, sobre a ditadura, espelhada numa vitória popular, certificada em Abril, numa memoria, vestida com cravos vermelhos. Não. Não se apressem em leituras politicas, nem me ponham onde não estou e onde não quero pôr as minhas palavras. Apenas, quero dizer que, à boa maneira de Ghandy, optamos pela luta das palavras e manifestações populares e outras vezes até optamos por calar, ou opinar. Temos, os recentes exemplos dos referendos. Quantos votaram? Que importância demos aos assuntos tratados?. Temos esta Lusitana certeza. “Tudo se há-de resolver” e se assim não for, uma vez mais há boa maneira Lusitana, “Cá nos havemos de desenrascar”. O problema, é que estamos a ficar bem enrascados e, nem já o nosso poder de invenção, nos parece querer ajudar. Claro, nem pensem nisso, este não é um discurso derrotista. Não. Estou apenas a tentar ser realista. O mar anda muito revolto e as ondas, começam a ganhar uma grande dimensão. As gaivotas, cada vez voam mais baixo e nós pescadores, até as espinhas começamos a aproveitar do pouco peixe que apanhamos. Ainda assim, nunca devemos perder a esperança e se for preciso, vamos nós para o leme, algum rumo havemos de arranjar. Mastros ao alto, vento na vela e partamos. Honremos Afonso Henriques e Vasco Da Gama. Não haverá Castelhanos ou tormentas que nos vençam. ” – Ala que se faz tarde!, um por todos e todos por um”. Como disse no principio, os ratos são sempre os primeiros a abandonar o barco e, já andamos há demasiado tempo a ter lições de marinheiro, para agora cairmos ao mar…. Já agora, façam como eu, vão aprender a nadar. Que mais vale prevenir…. Há! e para o caso de nem assim me safar, bem à portuguesa, já me ando a desenrascar, p`lo sim e p`lo não, fui comprar uma bóia. Não vá o diabo tecê-las…       

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