“Eu? Não pedi a ninguém!”

Viver, esta alegre ou triste condição de quem nasce. Alguém nos pediu p`ra nascer? Alguém nos perguntou se estávamos interessados, em entrar nesta luta? Por acaso alguém se lembrou, que poderíamos não estar interessados, em vestir esta pele? Não. É claro que não. E, quem sabe, dispensávamos bem, não que não nos sintamos cá bem, ou que não gostemos de viver, mas, os bons momentos são tão pequeninos e as injustiças são tantas que, ás vezes, se calhar,  passávamos bem sem cá ter vindo. Viver, é claramente um acto heróico. É dizer e aceitar o que não queremos, é sorrir quantas vezes, para quem nos faz chorar, é dar a mão a quem só nos apetecia dar um pontapé. O mais grave, é que muitos se vestem de bem feitores e não prestam para nada. Hipócritas, ridículos, maus, mentirosos e sobretudo invejosos. Para mim o mais grave de todos os defeitos, a inveja. Cega-nos completamente e, não há maior revolta, do que sentirmos que nos atacam, porque apenas têm inveja de nós, porque incomodamos, porque apesar de sermos cravados de defeitos ainda temos quem goste de nós. Viver, infelizmente, é isto, a não ser para alguns privilegiados, ou porque já nasceram muito ricos, ou cheios de sorte. Há igualmente os que fingem felicidades e muitas vezes despejam nos outros o fel das suas próprias frustrações. Por norma estes, acabam sozinhos. Fazem da sua Lei a Lei da vida, mas, como não é aplicada e não há advogados ou juízes que lhes dêem crédito, vão-se mascarando dia a dia numa felicidade infeliz. Feita de desilusões e fracassos. Julgam que nos enganam, mas enganam-se, já não enganam ninguém e se lhes continuamos a sorrir é por pena, da sua real condição, que eles fingem não entender nem viver. Este processo é tão complicado, claro que se Deus não nos desse toda a inteligência, a coisa seria mais fácil, já viram os animais? Ás vezes, julgo que eles pensam e têm inteligência, apenas se brigam para procriar e pela comida, ou seja, para preservar a espécie. Já nós, que tão inteligentes nos julgamos ser, levamos uma vida de ódio e maldade, provocando cada vez mais, o findar da espécie. É infeliz, eu sei, porque também faço parte desta espécie e por conseguinte padeço dos mesmos males, mas era tudo tão fácil se nós quiséssemos, mas, umas vezes não conseguimos, outras não nos deixam e pior, muito pior, é que na maioria das vezes somos nós que não queremos, e quando queremos, também não há ninguém que nos ajude, ou esteja interessado. Falta-nos humildade e na maioria das vezes tudo parte de quem tem mais obrigações. A felicidade é pequena e efémera, a tristeza e a maldade, há muito que se entranharam em nós e, talvez, isto só já lá vá com um holocausto. Que alguns há muito andam a tentar provocar. Por fim, Eu, só peço a Deus, ao meu Deus, aquele humano e bom, justo e sério, que me proteja, me dê coragem e força para enfrentar esta vida, que não pedi a ninguém…

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