“O Segredo das ervas…”

“ – Há muitos anos, na América do norte, vivia um pequeno cervo, a quem chamaram, Bambi. Vivia com a sua Mãe. Todos os dias, a Mãe Cerva, lhe ensinava qualquer coisa. Um dia, chegada a Primavera, a Mãe disse ao seu pequeno Bambi, que, já era altura de iniciar a sua alimentação de ervas. Mal o Sol nasceu, partiram para o prado, a Mãe Cerva disse ao seu filhote que, a partir daquele dia, ele deixaria de mamar e passaria a comer ervas. Para o pequeno Bambi, foi uma alegria, finalmente poderia tornar-se homenzinho e, assim, ali se iniciava o ritual da emancipação, da autonomia, da tão desejada liberdade. A Mãe, quando entendeu, estar no lugar certo, disse ao seu “pequeno-homem”: “ – Vá agora é contigo, todas as ervas que vês podem ser tuas, serve-te”. O pequeno, não se fez rogado, como que da coisa mais importante se tratasse, encheu o peito de ar, levantou bem os olhos e, iniciou a sua refeição. Quem o visse, julgaria concerteza que, aquele pequeno animal, há muito que não comeria, tal não era a voracidade, com que devorava, todas as ervas, bem verdes, grandes e viçosas que apanhava, apenas deixava, aquelas mais pequenas, menos verdes e que claro, lhe chamavam menos a atenção A sua Mãe, apenas o seguia, atenta, muito atenta, mas sem dizer uma única palavra. Não demorou muito, para que o pequeno Bambi, caísse exausto e com a barriga completamente inchada, de tal forma, que mal se conseguia mexer. A sua Mãe, que calmamente o foi seguindo, também ela comendo, mas e ao contrário do filho, apenas as pequenas ervas, acercou-se do filho e disse-lhe: “ – Olha meu filho, agora, vou contar-te o segredo das ervas. Comeste tudo o que quiseste e te apeteceu, não vi em ti qualquer preocupação na escolha das melhores ervas, apenas te interessaste por aquelas grandes e que te enchiam os olhos, comeste sem discrição, todas as; mais verdes, mais carnudos e de melhor aspecto. Ao mesmo tempo, não ligaste ás pequenas e menos verdes. Comeste indiscriminadamente, tudo o que te pareceu grande e deixaste e pisaste indiscriminadamente tudo o te pareceu, pequeno e sem grande fulgor. Pois olha meu filho, não demorou, dois minutos, para que tivesses a barriga cheia e inchada, caíste exausto e o pior é que continuas cheio de fome. Erraste ao julgar que, são as ervas grandes e vistosas que te alimentariam da melhor forma. Deixaste as melhores, aquelas pequenas, em que nem tocaste, são as mais ricas, cheias de coisas boas para o teu organismo. Iludiste-te na grandeza, que te enchia os olhos, apenas comeste cardos e picos, por isso agora te contorces com dores. Encheste-te de nada. Para além de tudo isso, fizeste todo este caminho, sem te preocupares em não pisares as mais pequenas ervas que encontraste, essas, amanhã vão crescer e vais precisar delas, se as destruíres na tua passagem, amanhã, não as terás e provavelmente morrerás à fome. Quanto ás que te vi, sistematicamente afastares com o teu focinho, aquelas menos verdes, são que te fornecem a água de que tanto precisas. São menos verdes, porque estão cheias de água, que lhes dilui a cor. Por fim digo-te, que te vi fazer as tuas necessidades, onde não havia ervas nenhumas, em campo de terra e pedras e, voltaste a errar, devias tê-lo feito onde visses as mais pequeninas ervas, é que o nosso excremento é muito rico e, estarias a dar-lhe, tudo do que elas precisam para crescer e, para amanhã te servirem de refeição. Espero que tenhas aprendido, as escolhas devem ser feitas, com conhecimento e em consciência e nunca, só em função do que os teus olhos te mostrarem Acreditaste nas grandes e mais bonitas ervas e ficaste assim, alem de enjoado, continuas cheio de fome. Quero-te ainda dizer, que te vi apreciar muitas ervas más e te vi pisar violentamente aquelas ervas vermelhas, essas, são as que servem de remédio, são as que te podem salvar, da intoxicação das ervas más. Agora, quando te conseguires levantar, vai e come um bocadinho daquele pasto seco, onde há bocadinho fizeste chichi, apesar de seguramente não te parecer uma boa refeição, é o melhor que há para desenjoar…”

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1 Comentário

  1. Olá amigo Ze
    Ao fim do dia venho sempre dar uma olhadela ás tuas palavras,
    Continua pois cá do outro lado existe sempre alguem a necessitar de as ler
    um abraço
    Zé Marcelino


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