“O perfume, da palma da mão…”

“ Já não é a primeira vez, que recorro ás plantas, para ilustrar o meu pensamento e hoje, é a elas que volto. Há flores fabulosas, de todas as cores, umas, de ramos fortes, outras frágeis, muito frágeis. Todas, dão flores absolutamente extraordinárias. Muitas vezes, é mesmo das mais fracas que brotam as mais bonitas flores e apesar de aparentemente frágeis, suportam ventos e temporais, por serem frágeis, aceitam e suportam as agruras do tempo, moldam-se, contorcem-se, dobram-se, fecham-se e abrem-se, mas não se partem. Muitas delas, rodam sobre si na procura da luz do sol, da vida. Por aparentarem essa fragilidade, são muito apreciadas pelos predadores, é que são tenras, fáceis de consumir, sofrem o ataque das pragas, ás vezes, não fica mais do que o caule. Mas ainda assim resistem, quando já não servem para alimento, são abandonadas e surpreendentemente, passados uns dias, lá estão elas de novo, prontas para novos ataques. Nem se importam, sabem que irão resistir. Na maioria das vezes, é destas pequenas e frágeis flores, que os insectos se alimentam, sugam tudo, pois o seu alimento, é rico e saboroso e, apesar de muitas vezes consumidas até à ultima gota, no dia a seguir lá estarão, de novo a receber, com todo o seu esplendor, a abelha apenas interessada na sua doçura. Ainda que muitas vezes, aproveitadas e destruídas por cima, nunca desistem de crescer por dentro, nas suas raízes. As flores grandes e aparentemente fortes, na grande maioria das vezes, não resistem a grandes ventos e temporais, quebram, ao primeiro vento. São demasiado rijas e inflexíveis para suportarem os ataques da natureza. Os predadores, atacam-nas em grande força, pela sua aparência, mas, normalmente acabam por se afastar, ao perceberem que aquela ostentação, não passa de uma enganadora aparência, estas grandes e fortes flores, enganam bem, vestem-se de grandes pétalas, grandes folhas, mas quando procuradas, quando lhes tentam roubar o perfume e o sabor, tornam-se amargas. Não estão interessadas em partilhar nada, o que têm é seu e lá por dentro da terra, também não crescem muito, não abrem muito os braços, ainda assim não apareça algum bichinho à sua procura para se alimentar.A diferença, muitas vezes é que as flores que, se mostram grandes e fortes, mostram tudo o que têm por cima da terra, sempre a subir, assentes em raízes muito frágeis, iludem-nos com a sua aparência, ao invés, aquelas flores, que vão surgindo paulatinamente, aparentando grande fragilidade, são as mais fortes, apenas crescem para cima, um décimo do que crescem para dentro, gastam as suas energias, a criar grandes e fortes raízes e por mais que sejam atacadas, têm sempre, onde ninguém vê, um grande suporte de vida, que resistirá a todas as adversidades e para além disso tudo, ainda tem a capacidade de perfumar, tudo, mesmo tudo, até as mão de quem as aperta para as destruir…”  

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