“Outra história da carochinha…”

“Hoje quero falar-vos das coisas boas da vida. Da felicidade que é estar vivo e poder apreciar tudo quanto esta nossa passagem nos permite.

     Talvez seja mais fácil prendermo-nos à desventura, e baixarmos a cabeça para que os outros não vejam que os nossos olhos estão cheios de lágrimas, pela falta de esperança no viver dos dias.

     Viver e ser feliz é fácil. Muitas vezes é uma questão de atitude, se não, vejamos esta história:

     “Há muitos anos, duas carochinhas encontraram-se, uma muito feliz e contente, outra muito triste e chorosa. A mais infeliz virou-se para a sua companheira e perguntou-lhe:

     – “Olha tu, amiga margarida – vamos chamar-lhe assim, porque andas sempre tão feliz?”

     – “Porque me apetece simplesmente”

     Respondeu a outra.

     – “Então e isso é lá coisa de apetecer? A vida não está boa, quase não temos de comer, e tu dizes-me que és feliz apenas porque te apetece!

     – “Claro, e tu só não és porque não queres. Eu tenho os mesmos problemas que tu tens, só que não passo a vida a pensar neles.

     De manhã acordo e aproveito logo o facto de ainda estar viva, depois, quer chova ou faça sol, espreguiço-me toda e vou á procura de alguma coisa para comer. No meu caminho cumprimento tudo e todos. Se encontrar muita comida como mais, se encontrar pouca, como menos. Em vez de me lamentar, apenas penso que assim, não comendo tanto, até acabo por ficar mais elegante e com sorte ainda aparece por ai alguma carochinha macho e se apaixona por mim.

     Mais, se estiver sol, sempre aproveito para me bronzear um bocadinho, se estiver a chover, aproveito e tomo um bom banho.

    Ou seja amiga carochinha triste: – muitas vezes andamos tristes sem razão e sem porquê. Andamos tristes porque nada nos agrada. Andamos tristes porque não sabemos tirar partido pela positiva de tudo quanto a vida nos dá. Cá para mim é assim. Hoje acordei, estou viva, óptimo, agora é só ir por aí. Se for triste de nada me vale, nada vou conseguir ou melhorar na minha vida por andar por aí a choramingar. Pelo contrário, se andar de sorriso nos lábios, até posso não melhorar nada, mas ao menos não me martirizo nem martirizo a vida dos outros.

     Todos os dias e tudo na vida é perfeito, tudo o que acontece até mesmo a morte é perfeita, é a ordem natural das coisas.

     Passamos a vida a desejar o melhor para as nossas vidas, desejamo-la e sonhamo-la de forma perfeita sem perceber que as imperfeitas somos nós, porque na maioria das vezes, teimamos em não encaixar na perfeição da vida…”

    

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