“Sei que não vou por aí…”

Ai meus país, de onde vens para onde vais?

        Não é a primeira vez que aqui venho dar conta do meu descontentamento com o rumo do nosso país.

        Não me interessa nada a politica e os políticos, não me interessa nada o, ou os partidos que governam, aquilo que sei e sinto é que assim não vamos lá.

        Fazemos lá fazer aqui um bocadinho de história, primeiro foram as questões da justiça, depois foi a saúde, depois foi a educação, agora são os “gasois”, e as greves dos homens do mar e da estrada, enfim, mas será que ninguém põe mão nisto?

        Eu já nem digo nada, agora começo a perceber porque é que os portugueses, ainda há menos de um ano, votaram no Salazar para o melhor português.

        Já aqui disse e repito sem qualquer tipo de medo ou conotação política, que não concordo nada com a insensibilidade demonstrada por este governo em algumas áreas, não sou anarca mas entendo que as leis são para as pessoas, para lhes permitir ser responsáveis e terem obrigações mas, acima de tudo, para lhes permitir ter uma vida o melhor possível e isso, meus amigos, nesta altura é claramente uma utopia.

        Tudo está mais caro, os serviços em nada melhoraram, morremos cada vez mais, nas mais inesperadas situações, pagamos impostos atrás de impostos, como é possível a diferença do nível de vida e de preços praticados, logo aqui em Espanha.

        Há um ano estive em França uns dias, onde o ordenado mínimo é de cerca de 1500€, trezentos contos dos antigos, e qual não é o meu espanto quando, tudo, ou quase tudo era muito mais barato do que em Portugal, pelo menos os bens essenciais.

        Pois é verdade estou farto disto.

        Para já nem falar da ASAE, que se por um lado, e bem, realiza as suas inspecções, por outro lado, e mal, em meu entender, usa e abusa, é bom lembrar que até se sugeriram objectivos de multas e processos.

        Ai meu país de onde vens para onde vais?      

        Valha-nos aos menos Luis Filipe Scolari e os seus Muchachos, que apesar de tudo lá nos vão continuando a dar motivos para a felicidade, apesar de também estes, e particularmente o Sr. Scolari, continuarem a ser inexplicavelmente atacados, normalmente por aqueles que nada fizeram, nada são, mas que naturalmente se julgam uma grande coisa, ainda bem eles não lhes dão ouvidos, porque se não assim ainda faziam o que eles queriam e o resultado seria o de sempre, uma selecção como o país, à beira da rotura… razão tinha o Villaret:

– “Não sei por onde vou, mas sei que não vou por aí…”

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