“Francamente não posso, mas é que não posso mesmo…”

“Talvez já todos os que me escutam aqui na rádio e visitam através da net, tenham passado e pensado o mesmo que eu, acho mesmo que sim, já todos nos cruzamos nas nossas vidas com a hipocrisia, muitas vezes bem mascarada.

Ontem fui à missa, de resto vou muitas vezes à celebração das seis da tarde aqui na minha cidade, Estremoz, nunca escondi igualmente a minha simpatia religiosa pelo catolicismo mas também já aqui referi muitas vezes, que em nada me incomoda o facto de haver muitos outros que professem outros credos, desde que seja para o bem, tudo bem, que cada um escolha o caminho que bem entender -não é a estrada que escolhemos que importa, mas sim a forma como fazemos o caminho.

Bom, ontem uma das escrituras tinha a ver com a hipocrisia, a mentira, a ostentação, o fingimento e falsidade, é verdade!

Ao ouvir aquelas palavras ontem, vieram-me à ideia tantas situações e algumas pessoas que conheço e como gostava de pôr nomes naquelas passagens, como gostava de poder dizer a alguns o que me vai na alma, como gostaria de poder pôr no vento a tristeza que sinto, quando vejo alguns cheios de responsabilidades, vestirem as suas vidas de tamanho fingimento e hipocrisia, e depois abrem a boca a anunciar grandes maravilhas, a pedirem aos outros a coerência e bem feitorias que nunca colocaram ou colocam no seu dia a dia.

Eu, já o disse várias vezes, se há coisa que me incomoda é a história do Frei Tomaz, não. Não sou nada a favor de fazer o que ele diz e não o que ele faz, farto de vendedores da banha da cobra estou eu, de grandes anunciadores de coisa nenhuma. São falsos, fingidos e mentirosos. Beijam-nos, abraçam-nos apenas quando precisam de nós, e como têm memória curta meu Deus, assim que lhes deixamos de ser úteis, aí estão eles de novo, aos pontapés, de sorrisos estampados como se nós não percebêssemos quem são e o que querem de nós.

Como eu gostava de poder desmascarar alguns deles, mas francamente não posso, até porque não tenho o direito de acusar ninguém e ao fazê-lo, publicamente, estaria a ser igual a eles, e quantas vezes também eu enfermo de alguns desses males, mas de uma coisa tenho a certeza, não o faço como modo de vida e muito menos com a consciência de que o estou a fazer.

A verdade é que ainda assim, alguns bem mereceriam que colocássemos nomes em algumas da coisas que aqui quis dizer, até porque nos magoam e deixam tristes, principalmente porque quando nós partimos à procura da felicidade e tudo fazemos de forma honesta para o conseguir, aí estão eles, logo a tentar derrubar-nos, cheios de inveja e mascarados de sorrisos para tapar o ódio e revolta que lhes vai no coração, é verdade. Como incomoda tanto a alguns o sucesso e felicidade dos outros.

Meu Deus como eu gostava de pôr nomes nestas palavras, mas, repito, francamente não posso, espero que perdoes esta minha cobardia, mas é que não posso mesmo…”

 

2 comentários

  1. Estive agora mesmo a ler o seu artigo:”Francamente não posso ,mas é que não mesmo”.
    tem muita razão no que escreve, tem muita classe a fazê-lo. As coisas devem chamar-se pelos nomes.Admiro a sua grande coragem!Consegue muito bem exprimir o que lhe vai na alma….É de facto um rapaz bem formado.É neste momento ” um bom escritor”.Parabéns e escreva sempre assim.Tudo de bom para si, na vida profissional, como grande fadista que é.!É realmente digno de se admirar pelo seu valor.
    Frei Hermano sabe escolher…muitos cumprimentos..

  2. Li com muito interesse tudo que comentou.Digo novamente que tem toda a razão no que e escreve. Tem uma personalidade muito forte, e isso o ajuda talvez a superar também as tristezas que na vida já teve.Mas Tenha coragem, eu digo-lhe fracamente que admiro realmente a forma tão honesta e tão singela como escreve.
    Força, que as coisas boas vão acontecendo sem a gente muitas vezes se aperceber.
    Hoje mesmo fui ao Sameiro e pedi a NOSSA SENHORA DO SAMEIRO PARA OS AJUDAR:Acredite que o fiz, pois ensinaram-me sempre a ter respeito por toda gente, e respeitar o seu valor.Fico por aqui!


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