“E o que é isso contribui para a minha felicidade?

“A propósito de um comentário que recebi, do qual não irei tirar intenções, objectivos ou interesses.

De vez em quando dou comigo a pensar porque é que certas pessoas se importam tanto com a vida dos outros, porque se incomodam para conhecer os sucessos e insucessos dos vizinhos, dos amigos, dos conhecidos.

Eu costumo utilizar muito esta expressão, pergunta:

“Mas o que é que isso contribui para a minha felicidade?”

Eu quero lá saber se, e aqui está o comentário que recebi e me levou a escrever este texto:

“Zé amigo, é pena é que pessoas com responsabilidades na Cidade digam tão mal de ti amigo, abraço grande. Amélia.”

Sem que me interesse se de facto é Amélia, Ana, ou Francisca, Manuel ou Jacinto. Dizia eu, quero lá saber se dizem bem, ou dizem mal, o que me interessa é como me sinto e se o que faço me dá prazer e não prejudico ninguém. Falem de mim à vontade, digam o que quiserem, o que é que isso me interessa. Lá diz alguém:

– “Digam bem, digam mal, digam o que quiserem, não deixem é de falar de mim”.

Nem mais. E alem de mais, quem é que tem responsabilidades na cidade? Aqueles que quando estão comigo me dão grandes sorrisos e abraços? Eu, em contrapartida, gosto muito de todos os que têm responsabilidades e dos que não têm. Quero lá saber, eu quero é ser feliz. E viver bem comigo mesmo.

Aqueles que não gostam de mim não percam tempo comigo, porque eu também não perco com eles, “tava” eu bem aviado se estivesse à espera de alguma coisa dessas pessoas com “responsabilidades”.

Ensinou-me a vida que, todos precisamos de todos e de que me vale saber que não gostam de mim? Eu vivo bem da mesma maneira, preciso é que aqueles de quem eu gosto, a minha família e os meus amigos gostem de mim.

Já agora, fecho com uma expressão espantosa de João Paulo II:

“O maior inimigo é aquele que se faz passar por teu amigo só para te contar o que de mal andam a dizer de ti”

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4 comentários

  1. é que nem mais.

  2. Olá Zé, que palavras tão oportunas.Certíssimas.

  3. Concordo contigo, é mesmo assim o que interesa é sermos felizes á nossa maneira.

  4. Caro José Gonçalez
    A minha experiência , consigo, nem sequer foi positiva, na Rádio, nos acesos debates da Autárquicas de 2005.
    Depois, houve outros episódios (mormente uma espera longa, á porta da Rádio, em 2007, já) mas que sempre relevei, logo que conheci que, afinal, a sua paixão é o FADO.
    Por isso, hoje, percebo porque fui tão maltratado por si, na campanha autárquica de 2005 : quem ama o Fado exige pertenças locais que não tinha, em Estremoz.
    Hoje, saí, há muito (eu em dfintivo, em Junho de 2007, a minha família em Agosto de 2008), de Estrtemoz, para onde fui, como bom Alentejano, de Évora mas vindo de Beja, pensando ir “estar com os meus”.
    Percebo o que sente : Estremoz é um lugar lindo, mas nunca para viver activamente, mormente quando se vem de fora e se quer participar. A minha esposa deixou uma obra , a Academia Sénior de Estremoz; vale-me isso,.
    Quanto a si, registo os seus desgostos e desencantos e passei a vê-lo como fadista de mérito; a mim resta-me isso.
    De Estremoz, gostaria de ter melhores rcordações pessoais,; retenho alguns simpáticos e excelentes taxistas, restaurantes familiares abertos (“A Talha”, onde celebrei os meus 50 anos, há 2 anos) ou fechados (como um “santuário” chamado GATRONOMIA DO MONTE, fechado entretanto.
    Mas, de si, passo a reter, só, o fadista de mérito, com um sentimento de “injustiçado” que lhe compreendo.


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