“Mas é aqui que sou feliz…”

“Caro José Gonçalez
A minha experiência , consigo, nem sequer foi positiva, na Rádio, nos acesos debates da Autárquicas de 2005.
Depois, houve outros episódios (mormente uma espera longa, á porta da Rádio, em 2007, já) mas que sempre relevei, logo que conheci que, afinal, a sua paixão é o FADO.
Por isso, hoje, percebo porque fui tão maltratado por si, na campanha autárquica de 2005 : quem ama o Fado exige pertenças locais que não tinha, em Estremoz.
Hoje, saí, há muito (eu em defintivo, em Junho de 2007, a minha família em Agosto de 2008), de Estrtemoz, para onde fui, como bom Alentejano, de Évora mas vindo de Beja, pensando ir “estar com os meus”.
Percebo o que sente : Estremoz é um lugar lindo, mas nunca para viver activamente, mormente quando se vem de fora e se quer participar. A minha esposa deixou uma obra , a Academoa Sénior de Estremoz; vale-me isso,.
Quanto a si, registo os seus desgostos e desencantos e passei a vê-lo como fadista de mérito; a mim resta-me isso.
De Estremoz, gostaria de ter melhores rcordações pessoais,; retenho alguns simpáticos e excelentes taxistas, restaurantes familiares abertos (”A Talha”, onde celebrei os meus 50 anos, há 2 anos) ou fechados (como um “santuário” chamado GATRONOMIA DO MONTE, fechado entretanto.
Mas, de si, passo a reter, só, o fadista de mérito, com um sentimento de “injustiçado” que lhe compreendo.
Abel Ribeiro”

            Amigo Dr. Abel Ribeiro, permita que assim o trate, gostei muito que viesse e, não pelo elogio ao fadista, mas por tudo. Não me queira alguem que não gosta de si, não é um juizo correcto, devo-lhe respeito e até admiração.

          Na Rádio as coisas foram de facto acesas porque o meu amigo achou que eu estava contra si e o Bloco de Esquerda, o que não reconheço. Quanto à espera à porta da rádio, pedi-lhe desculpa na altura e peço agora novamente , mas como bem sabe foi um desencontro e muito longe de ser propositado, de resto havia sido eu que o havia convidado.

          Meu amigo, digo-lhe isto aqui que ninguém nos ouve, infelizmente a minha querida terra não trata da melhor forma quem a ama verdadeiramente, eu, que até ainda há bem poucos dias recebi novo convite para partir, não abalo, e sabe porquê? Porque apesar de tudo é aqui que me sinto bem, sei que me atacam, mas nós todos somos assim, atacamos os que saem da casca. Levarei sempre comigo aquilo que alguns jamais suportarão, o peso de algumas das minhas vitorias, enquanto alguns, que bem sei que me atacam, ao sair das fronteiras do concelho, e alguns nem dentro delas, já ninguém os conhece, eu, felizmente, dentro da minha insignificancia e com “toooodos” os meus defeitos, corro o país de lés a lés e onde quer que vá digo sempre que sou do Alentejo, de Estremoz. Deixe que lhe diga, será aqui também, que me ajudarão sempre que precisar e, entre o ter e o haver, olhe, cá vou suportanto tudo o que possam dizer de mim, porque o amor que  tenho a minha mãe e à memoria de meu pai e meu irmão é bem superior a todo o mal que alguns me queiram, Estremoz, é uma cidade unica, aqui nasci e aqui pretendo morrer. Estou tão longe de ser um ser perfeito (passe a redundancia), nem quero, devia ser cá uma chatice. Amigo Abel, como dizia a minha querida Amália, não sou feliz, mas sou bem disposto…. Abraços meu amigo e cumprimentos para a sua esposa.

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4 comentários

  1. Peço desculpa ao Dr. Abel, mas a excelente ideia da Academia Sénior pertence a uma pessoa e só a essa: Dr. José Alberto Fateixa, que na campanha e na moção que apresentou, já lá constava essa promessa, portanto o seu a seu dono, Dr. Abel.

  2. Só quem um dia parte é que percebe a falta que a nossa terra nos faz. A distancia ajuda-nos a perceber o quanto se gosta do local onde nascemos e temos familia e amigos. Ainda bem que alguns, de qualidade, optam por viver sempre nas suas terras.
    Estremozser.

  3. Não é só em Ertremoz que são assim….Se faz é porque faz, se nada faz é que nada faz, deixe lá Zé quem o critica e não lhe sabe dar o seu valor, é aquele que nada faz nem deixa fazer e tem raiva de quem faz, Isto é mesmo assim, mas não ligue o Zé saba aquilo que é. O resto é conversa.
    Não sabia que a gente de Estemoz era assim tão acesa, pensava mesmo que eram muito bairristas. “Fiquei com essa impressão quando aí estive de visita.
    Quando veio ao norte deixou muto boa impressão e as pessoas gostaram de si e de ouvir cantar os seus fados. Eu sei bem , sim porque ia ouvindo os comentários.”
    Por isso deixe passar a banda, ela continua sempre a tocar.Pelo que conheço do Zé só tenho que dizer que é muito generoso, simpático para as pessoas e muito engraçado.
    Toda a gente se riu em Vila Praia de Ancora quando o Zé disse, olhem sou alentejano, mas nunca me senti tão padre como hoje….. pois estava na igreja, Teve imensa graça essa sua saída! .. portanto siga em frente.

  4. Há muita gente que gosta, todos o sabemos.
    Cumprimentos


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