“Hoquei em Patins, (Des)Contentamento…”

            Hoje volto a um assunto que já aqui trouxe de outras vezes, hóquei em patins, aqueles que me conhecem não estranharão, pois sabem bem da minha ligação à modalidade.

            Está o Clube de Futebol de Estremoz, mais uma vez, o que infelizmente tem sido a pratica dos últimos campeonatos, à beira de descer de divisão. Ontem no nosso habitual “Treino” dos veteranos, dois amigos discutiam sobre esta triste realidade e o facto de, na última gala, o presidente do C. F. Estremoz, ter dito e feito referencia, ao facto da equipa de hóquei ter regressado à segunda divisão e considerar isso um aspecto positivo. Um dos amigos achava que era verdade e que era melhor ter subido do que ter ficado na terceira divisão. Já o outro companheiro, defendia que aquela posição do presidente não seria a mais correcta, pois, o que se devia salientar era o facto da equipa se manter e conseguir ficar na segunda divisão e era isso que deveria estar no espírito de todos, e não o facto, como já disse, de se celebrarem os regressos à segunda divisão.

            Eu, nos meus Trinta anos de federado na modalidade, ao serviço do Clube de Futebol de Estremoz, apenas joguei meia época na terceira divisão, quando regressei da Marinha Grande e o Estremoz estava, pela primeira vez na sua história, na terceira divisão, subimos e acabamos por ser Vice-campeões nacionais, tendo sido campeão o santa Cruz, do Porto. Digo isto para referir que estou de acordo com o facto de que, apesar de ser positivo, ser muito mais interessante e benéfico celebrar a manutenção da equipa na segunda divisão.

            Há muitos factores que desde sempre fizeram com que a cidade de Estremoz fosse de facto uma terra de Hóquei em Patins, foram vitórias nos campeonatos nacionais, foi a saída de alguns jogadores para os melhores Clubes, foi o facto de, de Estremoz saírem jogadores que se tornaram, no seu tempo, referencias da modalidade em termos nacionais e foi naturalmente, em 1962, a vitoria no campeonato do Mundo no Chile de um Atleta saído da cantera Estremocense, José António. Tudo isto para dizer que, se por um lado entendo que se possa salientar, como facto positivo, a subida de divisão, devo dizer que me agrada muito mais a ideia de valorizar e celebrar a manutenção. Estremoz é de facto um Clube de segunda divisão no hóquei nacional, mas não basta dizê-lo, há que prová-lo e, infelizmente nestes últimos tempos, a prova, tem dado erro.

            Não vou, e muito menos quero, entrar nas tais estéreis discussões sobre os culpados, onde também eu estive envolvido, como treinador, isso não, mas vou dizer que às vezes os resultados que atingimos são fruto da altura a que colocamos a fasquia, se por um lado concordo que é melhor subir depois de se ter descido, acho muito mais interessante a manutenção e de, paulatinamente, ir acrescentando degraus no sentido ascendente das nossas ambições, quem se contenta com o menos negativo, nunca chega a lado nenhum.

            Todos sabem, e já o disse e escrevi publicamente, que não concordo com a forma, opção de gestão do hóquei Estremocense, não as pessoas, obviamente, mas o modelo em si. A formação está muito longe de ser a ideal, a estratégia, quanto a mim está errada e há opções, que todos já há muito vimos, à muito, que não dão em nada, é mais do mesmo. Longe, muito longe mesmo, do que era desejável. Devo aqui, com a mesma frontalidade, dar os meus parabéns ao Carlos Silva, – Aquela passagem por Sesimbra fez-te bem e hoje, porque falamos há poucos dias, quando me disseste que agora percebias do que eu falava, entenderás melhor que estamos, infelizmente afastarmo-nos da realidade e os resultados estão à vista.

            Fecho assim, há dias vi na Tv. os nossos Juvenis e infelizmente, com uma equipa recheada de jogadores com boa qualidade, lá andávamos nós, a correr para a frente com a bola, mais do mesmo, e é uma pena.

            Os Seniores, pode ser que ainda vão a tempo, queira Deus que sim, não é pela falta de recursos, mas devo referir que quem se contenta em optar pelo que é menos mau e não pelo que é melhor, mesmo que isso implique grandes roturas, está sujeito a que estas coisas aconteçam, neste caso em prejuízo do nosso hóquei em patins.

            Se daqui a dois anos, na gala, se fizer uma grande festa pelo regresso, tenho que confessar, que estarei ao lado, dos que lamentam estas vitórias das derrotas…”    

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