“Dois bons amigos e, José Cid, Biografia…”

Eu e o Zé, ou melhor, o Zé e o Zé. Dois bons amigos, jantando na Chamusca no dia do acordo para o espectáculo, “As Canções da Minha Vida”, a ter lugar em Elvas dia 28 de Março no Coliseu José Rondão Almeida, a partir das 21.30h. Espero por todos.

Um grande concerto, onde o José Cid irá cantar, numa só noite, todos os grandes temas da sua vida, com gravação televisiva:

“José Cid & Big Band em, As canções da minha vida”

Apresentação – José Carlos Malato

Organização – Camara Municipal de Elvas

Produção/Encenação – José Gonçalez

Guião – José Gonçalez/José Carlos Malato

Apoio – RTP

Muito obrigado ao amigo presidente, José Rondão Almeida.

Reparem bem que sou eu que estou a beber o sumo, eheh!!!

José Albano Cid Ferreira Tavares nasceu na Chamusca, Ribatejo, a 4 de Fevereiro de 1942. Tinha três anos e já tocava melodias num velho piano com a mão direita. O seu avô paterno, que era guitarrista no final do século XIX em Coimbra, tendo acompanhado o lendário Hilário, incentivou-o a tocar também com a mão esquerda e para isso dava-lhe um tostão. Anos mais tarde teve Aulas de Piano em Santarém mas tocou sempre de ouvido nunca aprendendo música. Viveu na Chamusca até aos 11 anos e depois foi para Mogofores. Andou em colégios onde encontrou sempre gente que cantava e tocava como por exemplo no colégio dos Jesuítas, em Santo Tirso, onde ganhou um primeiro prémio de canto coral. Em Coimbra, noutro colégio onde esteve, conheceu António Portela e Rui Ressurreição que foram a base da sua aprendizagem musical. Nos tempos livres faziam música enquanto os outros colegas jogavam futebol. Entra para Os Babies que provavelmente foram o primeiro grupo rock português a receber influências estrangeiras: Fats Domino, Chuck Berry, Bill Haley, Cliff Richard. No início só tocava piano, pois o grupo tinha um vocalista que afirmava que ele não era bom para cantar porque tinha voz de menina. Mas o cantor do grupo ficou enrouquecido numa festa de Carnaval, no Hotel da Urgeiriça, e José Cid assumiu o lugar de cantor. Nesse dia o público gostou tanto dele que o passeou em ombros pela sala e, desde então, nunca mais parou de cantar. Quando os seus pais, Francisco e Fernanda, descobriram que o filho tocava num grupo teve de lhes dizer que o dinheiro que ganhavam era para instituições de beneficiência. O grupo durou até 1958. Aos 17 anos compôs a sua primeira canção, “Andorinha”, um tema com influências jazzísticas. No início dos anos 60 vai para Coimbra para frequentar o curso de Direito. Pouco tempo depois forma a Orquestra Ligeira do Orfeon Académico com Rui Ressurreição, Daniel Proença de Carvalho, Joaquim Caixeiro e José Niza. Depois de chumbar quatro vezes no primeiro ano do curso de Direito, abandona o curso e vai para Lisboa, em 1965, para frequentar o Instituto Nacional de Educação Física. Um dos seus colegas do INEF era irmão de Michel que tocava no Conjunto Mistério. Após uma audição é convidado a entrar para o grupo que algum tempo depois deu origem ao Quarteto 1111. Ficam vários meses fechados numa garagem porque tinham decidido trabalhar para fazer qualquer coisa diferente. O programa ‘Em Órbita’ passa “A Lenda de El-Rei D. Sebastião” e a Valentim de Carvalho quis logo gravar. O grupo começou depois a trabalhar na “Balada para D. Inês” e em “O Meu Irmão”. Colabora com Tonicha para quem escreve temas como “La Mansarde” e “Caminheiro, Donde Vens?”. José Cid não acaba o curso do INEF porque entretanto é chamado para cumprir o serviço militar como oficial miliciano da Força Aérea. Na OTA foi professor de ginástica entre 1968 e 1972. Dava aulas de manhã e à tarde ia ensaiar para a garagem. Aos fins-de-semana, actuava com os 1111. O primeiro disco a solo de José Cid, “Lisboa Camarada”, de 1969, é proibido pela Censura. O Quarteto 1111 grava o primeiro álbum, que era conceptual, abordando os problemas da emigração e do colonialismo. O álbum saiu em Janeiro de 1970. Uma semana depois foi engavetado. Em Maio de 1971 é editado o seu primeiro álbum a solo, homónimo, que inclui temas como “Dom Fulano”, “Lisboa Ano 3000” e “Não Convém”. Lança também o EP “Lisboa Perto e Longe” (com os temas “Lisboa Perto e Longe”, “Dida”, “Dona Feia, Velha e Louca” e “Zé Ninguém). A poetisa Natália Correia é um dos nomes que colabora com José Cid nesta fase. Em Agosto toca em Vilar de Mouros com o Quarteto 1111 e em Novembro participa, com “Ficou Para Tia”, no World Popular Song Festival de Tóquio. É editado um novo EP com os temas “História Verdadeira De Natal”, “Todas As Aves do Mundo”, “Ficou Para Tia” e “Levaram Tudo O Que Eu Tinha”. Em Maio de 1972 lança um EP com os temas “Camarada”, “Retrospectiva”, “Viagem” e “Corpo Abolido”. Tonicha participa na edição de estreia do Festival da OTI, realizado em Madrid, com a canção “Glória, Glória Aleluia”, da autoria de José Cid. Em Novembro de 1972 regressa ao Festival de Tóquio, desta vez como autor de “Desde Que Me Ames Um Pouco” interpretado por Vittorio Santos. Os Green Windows formam-se em 1972 para o Festival dos Dois Mundos. Eram o Quarteto 1111 mas mais comercial e com algumas das namoradas e das mulheres, numa altura em que já não eram jovens. Tinham casado, tinham crianças e precisavam de pagar a renda da casa. “Glória, Aleluia” é cantado por Vince Hill e o disco de estreia dos Green Windows é lançado no estrangeiro através da BBC e Rádio Luxemburgo. José Cid toca moog no disco “A Bruma Azul do Desejado” de Frei Hermano da Câmara, editado em 1973. Em 1974 concorre ao Festival RTP da Canção, a solo com o tema “A Rosa Que Eu Te Dei” e com os Green Windows que interpretam os temas “No Dia em Que o Rei Fez Anos” e “Imagens”. É editado “Onde Quando Como Porquê, Cantamos Pessoas Vivas – Obra Ensaio de José Cid” o último trabalho do Quarteto 1111 antes de acabarem. O single “Portugal É!…” é editado em 1975. São ainda editados nesse ano o último single dos Green Windows com José Cid (“Quadras Populares”) e “A Festa do Zé”. Participa no Festival de Tóquio de 1975 com o tema “Yesterday, Today And Tomorrow “. O tema fica em 9º lugar e recebe um dos “Outstanding Song Awards” . Forma entretanto o grupo Cid, Scarpa, Carrapa & Nabo com Guilherme Inês, José Carrapa e Zé Nabo. A primeira gravação do grupo é “Mosca Super-Star” incluída no lado B do single “Ontem, Hoje e Amanhã” de 1976. No início de 1977 é editado o EP “Vida (Sons do Quotidiano)” que inclui apenas um tema dividido em duas partes. É o último registo gravado pela formação do Cid, Scarpa, Carrapa & Nabo. José Cid muda de editora transitando da Valentim de Carvalho para a Orfeu. O primeiro trabalho para a Arnaldo Trindade é o single “A Anita Não É Bonita”. José Cid, Tonicha e os Gemini são os três únicos concorrentes ao Festival da Canção de 1978. José Cid, com “O Meu Piano” (2º), “Aqui Fica Uma Canção” (5º), “O Largo do Coreto” (7º) e “Porquê” (6º), não vence o certame mas é o nome com mais votos. Grava o disco “10000 Anos depois entre Vénus e Marte” considerado um dos marcos da pop progressiva nacional. Em fins de 1978 lança o single “A Minha Música”. No Festival da OTI de 1979, realizado em Caracas, Venezuela, fica em 3º lugar com “Na Cabana Junto À Praia”. É editado o álbum “José Cid canta Coisas Suas” que inclui temas como “Olinda a Cigana”, “Rendez-Vous”, “Pouco a Pouco” e “Verdes Trigais Em Flor”. Com o tema “Um Grande, Grande, Amor” vence o Festival RTP da Canção de 1980. Em Haia alcança o sétimo lugar igualando Carlos Mendes como a melhor classificação portuguesa até essa data. Lança o single “Bem-Me-Quer, Mal-Me-Quer, Muito, Pouco e Nada” que inclui “O Fado Nossa Senhora de Nossa Senhora (Fado Cigano)” no lado B. Grava o disco em inglês “My Music” que é apresentado em Cannes, no MIDEM. Em Los Angeles grava, para a editora Family, o tema “Springtime Of My Life”, com produção de Mike Gold que conheceu no Midem e que trabalhara com Frank Sinatra. A canção “Morrer de Amor por Ti” classifica-se em 2° lugar no Festival RTP de 1981. Concorre ao Festival da OTI, realizado no México, com “Uma Lágrima”. O single “Como o Macaco Gosta de Banana” é lançado em 1982. Obtém algum sucesso nos mercados Australiano e Sul-Africano. Na Austrália chega a tocar com os conhecidos Men At Work. O álbum “Magia” de 1983 inclui temas como “Se Fizesse Amor Contigo”, “Uma Lágrima” e o fado “Nossa Senhora”. “Portuguesa Bonita” e “Amar como Jesus Amou” são dois dos singles mais vendidos desse ano. A Banda Tribo, grupo composto por vários familiares de José Cid, fica em 3º lugar no Festival da Canção de 1984 com “Padeirinha de Aljubarrota”. Regressa às listas de vendas com o single “Moura Encantada”. Participa também no disco “Viva Portugal, Viva”, hino oficial da Selecção Nacional de Futebol ao Campeonato da Europa em França. Em Abril de 1985 é editado um disco com os temas “Noites de Luar” e “Sonhador”. “Saudades de Ti” é o single seguinte. O LP “Xi-Coração” é editado, em Junho de 1986, pela Polygram, a sua nova editora. O primeiro single deste álbum é “Minha Balalaika”. Participa no projecto “Abraço A Moçambique”. O disco “Fado de Sempre”, composto apenas de fados conhecidos, é lançado em 1987. O Quarteto 1111 reúne-se nesse ano e é editado o single “Memo/Os Rios Nasceram Nossos”. Participa no Festival da Canção de 1988 com o tema “Cai Neve em Nova Iorque” interpretado por José Gonçalo. Em 1989 é editado o álbum “José Cid” com os temas “Coração de Papelão”, “Portuguese Boys”, “Não Me Chames Sonhador”, “Amar É” (com Teresa Frota), “Canta-me Um Blues”, “Mitos”, “Maria Negra Morreu”, “Fermosinha”, “Holding On To Line” e “Cai Neve Em Nova York”. O duplo-álbum “De Par em Par”, editado em 1991, inclui a regravação de alguns temas da sua carreira como “Na Cabana Junto à Praia” e “A Rosa Que Te Dei” e outros como “Em Casablanca”, “Sempre Que o Amor Me Quiser”, “Fã do Rui” e “D. Sebastião Morreu”. O disco “Camões, as descobertas…e nós” de José Cid e Amigos, lançado em 1992, contou com a participação de nomes como Pedro Caldeira Cabral, António Pinto Basto, Rita Guerra, Jorge Palma, Carlos do Carmo e Paulo Bragança. Participa, em colaboração com Paulo Bragança, no Festival da Canção de 1993 com o tema “O Poeta, o Pintor e o Músico”. A BMG edita, em 1994, o álbum “Vendedor de Sonhos” com produção de Rui Vaz. O disco inclui temas como “Mudança”, “Bola de Cristal” e “Não Tenho Lágrimas”. É editado o álbum “Pelos Direitos do Homem”, dedicado à causa da independência de Timor-Leste. Participam vários nomes da editora: Miguel Angelo, Sara Tavares, Inês Santos e Olavo Bilac. Neste disco aparecem versões de “Sete Mares” e “Noite Passada”. Em 1996 lança o álbum “Nunca Mais É Sexta-Feira” através da editora Espacial. Em 1997 é editado o disco “Cais Sodré”, álbum jazzístico gravado ao primeiro “take”. Vence o Festival da Canção de 1998 com os Alma Lusa e o tema “Se Te Pudesse Abraçar”. Ainda em 1998 lança o disco “Oda A Frederico Garcia Lorca” que junta as guitarras de Coimbra à poesia de Lorca num ano de celebração do centenário do poeta espanhol. Lança o CD “Entre Margens” em que se destaca o tema “S. Salvador do Mundo”. O livro “Tantos Anos de Poesia”, uma edição da MG Editores, é publicado em 2000. O disco “De Surpresa” é editado no final de 2001. O angolano Waldemar Bastos participa numa nova versão de “Lisboa Perto e Longe”. Três dos temas deste álbum são cantados em inglês e foram gravados em Boston, em 1999, com produção de Robert Nargassams. Os cantores Vitorino, Paulo de Carvalho, Carlos Moisés, Nuno Barroso e José Gonçalo são outros dos nomes que colaboraram neste disco. No dia 2 de Junho de 2003 é editado o duplo CD “Nasci P’rá Música – Antologia” que reúne alguns dos maiores êxitos de José Cid gravados, entre 1977 e 1985, para a editora Arnaldo Trindade Lda./Discos Orfeu. Em 2006 actua no renovado Maxime em duas noites completamente esgotadas. Em Julho lança o disco “Baladas Da Minha Vida” que inclui dois inéditos e a regravação de baladas em formato acústico. Participa no disco dos Mercado Negro. Pretende lançar uma editora independente, de nome Vinyl, e lançar alguns álbuns que gravou e que ainda continuam inéditos: “Fados e Fandangos”, “Quem Tem Medo de Baladas?”, “Menino Prodígio” e “Ao Vivo no Coliseu”. Para Dezembro de 2006 está prevista a edição de um disco de tributo a José Cid [com 20 nomes da nova geração] e a realização de um concerto, respeitante a esse disco, no Pavilhão Atlântico. DISCOGRAFIA ÁLBUNS José Cid [A Palha] (Columbia/VC, 1971) 8E 062 – 40228 10000 Anos Depois Entre Vénus E Marte (Orfeu, 1978) FPAT 6001 José Cid Canta Coisas Suas (Orfeu, 1979) FPAT 6006 My Music (Orfeu, 1980) FPAT 6009 Magia [Portuguesa Bonita] (Orfeu/RT, 1983) FPAT 6020/FPAT 6022 Xi-Coração (Polygram, 1986) 830075 Fado De Sempre (Polygram, 1987) José Cid [Cai Neve Em Nova Iorque] (1989) 838513 De Par Em Par (Polygram, 1991) 848974-2 Casablanca Camões, As Descobertas… E Nós – José Cid e Amigos (Polygram, 1992) Vendedor De Sonhos (BMG, 1994) Pelos Direitos Do Homem (CD, BMG, 1996) Nunca Mais É Sexta-Feira (Espacial, 1996) Cais Sodré (BMG, 1997) Oda A Frederico Garcia Lorca (EPF, 1998) Entre Margens (Ovação, 1998) 2005 OVCD De Surpresa (UpGrade/Ovação, 2001) Baladas Da Minha Vida (Farol, 2006) SINGLES E EP’S Dom Fulano/Não Convém (Single, Columbia/VC, 1971) 8E 006 40166 Lisboa Perto E Longe (EP, Columbia, 1971) 8E 016 40108 História Verdadeira De Natal (EP, Columbia, 1971)8E 016 40162 Camarada (EP, Columbia/VC, 1972) 8E 016 40207 Olá Vampiro Bom/O Dragão (Single, Columbia, 1973) 8E 006 40301 A Rosa Que Te Dei/Cantiga Portuguesa (Single, Decca, 1974) DECCA SPN 160 G Portugal É!…/No Tempo Em Que O Toninho Lanchava c’os Amigos Na Pastelaria S. Bento (Single, Decca, 1975) DECCA SPN 182 G A Festa Do Zé/Rock Rural (Single, Decca, 1975) DECCA SNP 192 G Ontem, Hoje E Amanhã/Mosca Super-Star (Single, Decca, 1976) DECCA SNP 199 G Vida (Sons Do Quotidiano) (EP, Decca/VC, 1977) DECCA SPEP 1476 A Anita Não É Bonita/O Meu Nome É Ninguém (Single, Orfeu, 1977) KSAT 581 Romântico Mas Não Trôpego/D. Camaleão (Single, Orfeu, 1977) KSAT 594 Tia Anita/Junto À Lareira (Single, Orfeu, 1977) KSAT 607 O Meu Piano/A Mansarda (Single, Orfeu, 1978) KSAT 618 Aqui Fica Uma Canção/Retrovisor (Single, Orfeu, 1978) KSAT 619 O Largo Do Coreto/Mulher Até Quando (Single, Orfeu, 1978) KSAT 620 Porquê, Meu Amor, Porquê/Adulto Criança (Single, Orfeu, 1978) KSAT 621 O Meu Piano/Aqui Fica Uma Canção/O Largo do Coreto/Porquê (EP, Orfeu, 1978) especial stat 058 A Minha Música/Branca Flor (Single, Orfeu, 1978) KSAT 646 Na Cabana Junto À Praia/ (???) Verdes Trigais Em Flor/Bodas De Ouro (Single, Orfeu, 1979) KSAT 673 Um Grande, Grande Amor/Bárbara (Single, Orfeu, 1980) Um Grande, Grande Amor (EP, Orfeu, 1980) Bem-me-Quer, Mal-me-Quer, Muito, Pouco e Nada/O Fado Nossa Senhora da Nossa Senhora (Fado Cigano) (Single, Orfeu, 1980) YSAT 5104 Morrer De Amor Por Ti/Longe De Mais (Single, Orfeu, 1981) YSAT 5108 Um Rock Dos Bons Velhos Tempos/Baile No Liceu (Single, Orfeu, 1981) GSAT 9002 Como O Macaco Gosta De Banana/Trouxe Comigo Ilusões (Single, Orfeu, 1982) 303 Portuguesa Bonita/Saudade, Saudade (Single, Orfeu, 1983) TSAT 325 Amar Como Jesus Amou/Se Eu Pudesse (Single, Orfeu, 1983) SINP 3 Moura Encantada/El Rey D. Sebastião (Single, Orfeu, 1984) SINP 18 Noites De Luar/Sonhador (Single, Orfeu, 1985) SINP 31 Saudades De Ti/Na Rádio (Single, Orfeu, 1985) SINP 47 Uma Balalaika/Velho Moinho (Single, Polygram, 1986) 8849457 Uh!Au! Lobo Mau/Há (Single, Polygram, 1987) Casablanca 8887317 Cai Neve Em Nova York (Single, Polygram, 1988) Coração de Papelão/Amar É (Single, Polygram, 1989) Casablanca 8749187 Feira Dos Sonhos/Se O Nosso Amor Acabar () COMPILAÇÕES No Dia Em Que O Rei Fez Anos [José Cid+Green Windows] (Decca, 1974) Êxitos de José Cid (Decca, 1977) Os Grandes, Grandes Êxitos de José Cid (Orfeu, 1980) Antologia da Música Popular Portuguesa (EMI, 1981) Os Grandes, Grandes Êxitos Nº 2 (Orfeu, 1982) O Melhor de José Cid (EMI, 1990) O Melhor dos Melhores nº 34 (Movieplay, 1994) A Rosa Que Te Dei – Colecção Caravela (EMI, 1996) Os Inesquecíveis (Planeta Agostini, 1999) Clássicos da Renascença nº 52 (Movielay, 2000) O Melhor de 2 – José Cid/Adelaide Ferreira (Polygram, 2001) Nasci P’rá Música – Antologia (Movieplay, 2003) Best (Ovação, 2003) 372 CD A Arte e A Música (Universal, 2004) COMENTÁRIOS NA PRIMEIRA PESSOA A dicotomia entre esse José Cid do sucesso comercial e aquele que fazia o ‘10000 Anos’ é algo que não posso explicar. A minha obra é muito camaleónica. José Cid, DNmais, 21/06/2003 Gosto de estar livre de palavras de ordem, de pressões intelectuais. A Natália Correia percebeu isso e escreveu vários poemas para mim, como “Corpo Abolido” e “História Verdadeira do Natal”. (José Cid, SPAutores, 2006) -Gostava de editar a minha poesia censurada pelo fascismo e incluir nesse livro mais cinco poemas escritos posteriormente, mas que seriam censurados à mesma. Nesse livro incluiria uma bolsa marsupial que teria um “CD” com as canções originais, mais algumas que eu gravasse. Gostava de lhe chamar “Não Contesto, Constato”. (José Cid, SPAutores, 2006) Sempre sonhei ser o que sou. Tenho a profissão que sempre ambicionei. Sinto-me realizado até porque considero que já fui mais longe do que alguma vez sonhei. José Cid, TV-Guia, 1993 Acho que a minha época mais recente como compositor é tão boa como a primeira e, por isso mesmo, muito menos mediática. Mas também não estou muito interessado no mediatismo. O período de sucesso foi suficiente. Achava piada mas não era mais feliz por isso. José Cid, DNmais, 21/06/2003 -O que eu mais gosto de fazer na vida é escrever poesia e sentar-me ao piano e compor. Faço muitos espectáculos ao vivo, com o meu quinteto ou sozinho ao piano. (…) Comecei nisto nos anos 50, tinha de fugir de casa para actuar. Gravei o tema “D. Sebastião” com 27 anos. Pelo meio fiz uma experiência na bossa nova, com o Fernando Alvim à viola e eu no acordeão e a cantar. (José Cid, SPAutores, 2006) Tenho feito coisas um pouco depreciativas para a minha carreira. José Cid, DNmais, 21/06/2003 O QUE OS OUTROS DIZEM Durante muitos anos, José Cid foi um dos poucos músicos a conseguir verter para a língua portuguesa novas estéticas musicais da música pop anglo-americana. Muitas terão sido oportunistas, mas não deixaram também de ser convincentes, bem concebidas, com um traço próprio. Rui Catalão, Público Outro álbum, furiosamente apreciado pelos maníacos coleccionadores de Progressivo japoneses, tem a assinatura de José Cid: “10000 Anos Depois, entre Vénus e Marte” (um delírio “sci-fi” colorido pelas sonoridades do “Mellotron” e do “Moog Synthesizer”). Fernando Magalhães, Público, 11/04/2003 “10000 Anos Depois” recusa a flatulência virtuosística e prolongada de muitas peças semelhantes, através de variações rítmicas e harmónicas, denunciadoras da competência dos músicos. Até para copiar, há que ter engenho. José Cid, por muito que custe aos sisudos do gosto instituído, teve-o. Rui Catalão, Público CURIOSIDADES “Um dia encontrei, nas traseiras do Casino Estoril, dois putos brasileiros que eram músicos e meti conversa com eles. Disse-lhes que tocava e cantava na banda mais conhecida do pais e convidei-os a irem até à garagem. (…)lá me seguiram com uma irmãzita pela mão. Tócamos toda a noite e um deles até me deu duas músicas. Chamavam-se Caetano Veloso e Gilberto Gil. A miúda era a Maria Bethânia.” (José Cid / Revista Sábado) “Volkswagen Blue” de Gilberto Gil aparece no álbum de estreia de José Cid editado em 1971. Nesse disco aparece também o tema “Gabriela Cravo e Canela”. Alguns anos antes da estreia das telenovelas brasileiras em Portugal, que aconteceu em 16 de Maio de 1977 com a novela baseada na obra de Jorge Amado. O disco “10000 Anos Depois” é citado no livro “4001 Record Collector Dreams” de Hans Pokora. Também foi incluído numa lista da revista Billboard com os melhores discos de Rock Progressivo e no livro “Os Melhores Álbuns da Música Popular Portuguesa 1960-1997” editado pelo jornal Público e pela Fnac. No disco homónimo de 1989, José Cid recupera o tema “Minha Balalaika” que fora escrito na mesma altura de “A Rosa Que Te Dei”. E os temas “Condor a Voar” e “Caminhando em Noite de Estrelas” são dos anos 60. A editora norte-americana Art Sublime, fundada pelo músico David Overstreet, reeditou em 1994 o disco “10000 Anos Depois” com a inclusão do tema “Vida (Sons do Quotidiano)”. Os Fat Freddy, na sua digressão de 2003, chegaram a tocar o tema “A Homenagem Que Faltava”. A apresentação do tema era ilustrada por uma série de diapositivos ligados à carreira de José Cid. Na Revista Blitz nº 2, de Agosto de 2006, foi pedido a José Cid que escolhesse um best-of alternativo da sua carreira. Os temas seleccionados foram “Doce E Fácil Reino Do Blá, Blá, Blá” (1974), “No Tempo Em Que O Toninho Lanchava c’os Amigos Na Pastelaria S. Bento” (1975), “Olá Vampiro Bom” (1971), “Génese” (1969), “Os Monstros Sagrados” (1969), “Bola de Cristal” (1974), “Vida” (1977), “Lisboa” (1971), “Não Convém” (1971) e “Volkswagen Blue” (1971). VERSÕES, AUTORIAS E PRODUÇÕES Quando se tornou músico profissional começou a trabalhar como produtor discográfico de nomes como Tonicha, Simone e José Cheta. São também da sua autoria, por exemplo, os arranjos de “Somos Livres” de Ermelinda Duarte, um dos hinos do 25 de Abril. Em 1979, os Maratana (de António Sala) cantaram “Cid”. Os temas desse single eram “Bárbara” e “Um Navio, um Avião, um Comboio, uma Auto-Estrada… P’ra Voltar”. O brasileiro João Penca fez uma versão de “Como O Macaco Gosta de Banana”. José Cid produziu o álbum de estreia de Rui Nova. Nesse disco aparecem versões de temas como “Dom Fulano”, “Rock Rural” e “Rendez-Vous”. O álbum “Aquarela Portuguesa”, editado em 1994 pela cantora Joanna, inclui versões de “Junto À Lareira”, “Na Cabana Junto À Praia” e “Velho Moinho”. José Cid colaborou com José Gonçalez num tema de sua autoria, “As Origens do Fado”. Na banda sonora da novela “Terra Mãe” aparece a versão de José Cid para o tema “Se Eu Te Pudesse Abraçar” dos Alma Lusa.

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  1. […] “Dois bons amigos e, José Cid, Biografia…” Março, 2009 […]


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