“Autarquicas 2009 II…”

          Há 8 dias, mais coisa menos coisa, publiquei aqui o texto anterior, a que chamei autárquicas 2009. Tal como um amigo me disse:

         – “Estás a pôr-te a jeito.” Ao que respondi – Eu sei, mas qual é o problema?

         Quando escrevi o texto, fi-lo de perfeita consciência e sem qualquer tipo de medo ou reserva. Escrevi o que achava e em função dos dados que são conhecidos rumo às eleições para a autarquia de Estremoz. E não deixa de ser curioso que é quando damos as nossas opiniões e assumimos a nossa visão das coisas, que logo aparecem os brilhantes da nossa terra, anónimos, claro.

         Também interessante será perceber as leituras que cada um faz do que escrevi. Poderia aqui escrever os nomes, para depois não virem dizer que é mentira, de quantos vieram falar comigo, de todos os partidos ou movimentos, repito e sublinho, de todos, o que para mim é uma enorme satisfação, todos se sentiram tocados e que a minha leitura, embora legitima e sendo a minha opinião, não seria bem assim. Ora se TODOS acharam isso, é muito bom sinal, afinal não houve protecção ou qualquer parcialidade, ao contrário do que alguns e sabemos bem porquê, querem fazer passar, o texto que escrevi é a minha opinião, livre e não influenciada por nada ou por alguém, o verdadeiro problema é que cada um não me falou do que escrevi sobre os outros, mas tão só que não era bem assim no que ao seu partido, ou movimento dizia respeito. Até num dos blogs da nossa praça, infelizmente anónimo e que, curiosamente, tem o desplante de chamar, por ex., “desonestos” aos outros, quando, pergunto, haverá maior desonestidade que andar por aí na net de forma anónima a falar e a chamar nomes aos outros? O que escondem? Porque não se identificam? Tal como alguém já disse nesse mesmo Blog, o que é que leva pessoas de tão elevada craveira e categoria a serem anónimos? Com certeza, não terão necessidade disso. Com toda a certeza, e em função da forma vertical como escrevem e falam dos outros, serão pessoas intocáveis, revestidas de grandes talentos e qualidades e não vejo qualquer necessidade de se esconderem na mais elementar das cobardias, escondem-se atrás da montanha, atiram as pedras e depois batem com a cabeça nas paredes para fingirem que foi a eles que as pedras atingiram. Mas enfim, desses não rezará a história.

         Há também as pressões, a que alguns já nos habituaram, esquecem-se que já os conhecemos há muito tempo, e sabemos bem o seu modo de operar, o seu estilo, mandam bocas, lancam botos, tentam intimidar, fazem-se muito ofendidos quais madalenas arrependidas. E o mais engraçado é que querem que os outros se calem, e todas as verdades são aceitáveis quando não lhes tocam. As coisas puras e sérias são exclusivas de alguns iluminados da nossa praça, anónimos.

         Há depois aqueles que até já foram buscar a rádio, e o facto de eu ser jornalista e realizar as entrevistas e outras coisas mais. Como se por esse facto eu não tivesse direito às minhas opiniões e visão dos factos, sim, porque o que referi no texto, foram factos, nada do que lá digo é dúbio ou mentiroso, ou então desafio-vos  para que aqui digam, de cara à vista, o que é mentira no que escrevi? Mas na história da Rádio, até já apareceu um daqueles, que julga que faz pressão ou que estamos muito importados com os seus superiores pensamentos, a falar das entrevistas da rádio e do entrevistador, e o mais anedótico, da deontologia dos jornalistas, cito: “A sua função é relatar os factos” . Mas quais factos, aqueles que a si lhe interessam? E pelo seu ponto de vista? Ser jornalista é, para alem de tudo o mais, informar, e ao contrário do que diz, é exactamente pegar nos factos e criar a notícia, pegar nos acontecimentos e torná-los noticia, e foi exactamente o que fiz, peguei nos factos e fiz a minha própria noticia, só isso, com os factos que tinha. Deverá o jornalista, saber ler os acontecimentos e relatá-los, e meu caro, foi o que fiz, de forma séria, honesta e imparcial, dando a cara. O que fiz foi um artigo de opinião, a que tenho direito enquando cidadão e estemocense, e nada tem a ver com a minha função na rádio.

         Por fim o facto de estar na Rádio e poder ser eu que afazer as entrevistas? É como tudo na vida, não tenho medo nenhum, meus amigos, quem não quiser vir, não vem, aqui não mandam nada e muito menos exercem qualquer pressão, e escusam de andar aí pelos blogs a inventar, que ganham as mesmas, veremos que sairá mais prejudicado por isso.

         Eu, quanto a mim digo, prefiro que me ataquem, que inventem, que digam o que quiserem, quero lá saber, digam mal à vontade, ainda bem, o que é vocês contribuem para a minha felicidade?. Mas nunca se esqueçam, se falam de mim, é porque me conhecem, porque sabem quem sou e o que penso, já de vós, não se poderá dizer o mesmo, não é verdade?   

           

“Autarquicas 2009, a minha visão…”

            Tenho andado para escrever sobre várias coisas, mas não tenho sabido bem por onde começar e sobre o que escrever. Nestes últimos tempos os assuntos seriam vários e todos me dizem algo. Podia falar da Fiape e do sucesso que obteve, podia falar sobre o desaparecimento do querido amigo Isaías, de quem muito gostava e sei bem que muito gostava de mim, sempre me apoiou e me mandou seguir em frente nestas coisas do fado, podia falar sobre o espectáculo do Zé Cid na Tv, e de algumas coisas que recebi, podia falar do “Meu” hóquei em patins e da tristeza da descida de divisão do “Meu” Estremoz, mas não. Curiosamente, e talvez perigosamente, vou falar de politica, mais concretamente de politica local e das autárquicas 2009. Talvez não devesse em função da minha condição de habitual entrevistador na Rádio Despertar, e, por ser uma figura conhecida na minha terra, me estar a queimar, ainda mais, com o que irei escrever a seguir, que não é mais do que a minha visão actual das coisas. Por outro lado, também acho, que tenho direito às minha opiniões, sempre me entendi como um ser pensante, e julgo que não é pelo facto de estar na rádio, de cantar e de me expor, que não tenho o direito a escrever e a partilhar o que penso. Bom, o preâmbulo já vai longo, vamos a isto:

         – Estão conhecidos os principais candidatos, pelas principais forças, à câmara municipal de Estremoz, começo pelo Dr. Luís Assis, candidato do CDS. Julgo que irá manter o habitual eleitorado do CDS, não mais, tem utilizado as linhas que lhe são concedidas no jornal Brados do Alentejo, para atacar, criticar, às vezes de forma bem violenta, a actual gestão da câmara municipal de Estremoz, em particular o seu presidente, o Dr. José Alberto Fateixa, por quem seguramente não morrerá de amores. Não sei se é uma boa opção, julgo que o CDS nestes últimos tempos critica tudo, o campo de futebol, o mercado, o rossio, a casa de Estremoz, etc., etc., etc., às vezes fá-lo de forma demasiado agressiva, e nalguns casos revela falta de conhecimento de algumas matérias. Mas faz o seu papel e está no seu direito, duvido é que leve alguém atrás para além do seu habitual eleitorado.

         Luís Mourinha, ex-presidente, que não se recandidatou há 4 anos em claro afastamento e discordância com a CDU, deu um tempo e apresentou o seu jogo, a CDU não deu resposta e ele decidiu não se recandidatar. Hoje, passados 4 anos surge como independente, o que é bom lembrar, sempre foi enquanto nas listas da CDU, e segundo dizem, nunca foi um candidato por quem o PCP morresse de amores, mas ganhava, tinha eleitores e tinham que engolir muitas coisas, dizem. Mas é candidato independente, diz que se chega à frente por solicitação de muitos estremocenses que, descontentes, lhe pediram para voltar. Não sei se assim será, mas sei que vem baralhar as contas e julgo que estará na corrida, a ver vamos se se traduz em votos o “descontentamento” anunciado, ou se por outro lado se desfaz o mito e acaba por ter uma votação insignificante, seja como for, veio agitar as águas e, para já, teve a sorte de a CDU apresentar um candidato que pode vir a beneficiar a sua candidatura, mas disso falarei mais à frente. Enquanto presidente manteve uma postura próxima dos seus eleitores, o que para uns foi uma mais valia para outros reveste-se de critica, “A câmara era governada a partir das tascas e dos cafés”Ao que parece, o Bloco de Esquerda local, pode vir a apoiar esta candidatura, o Dr. Carlos Luna já deixou isso nas entrelinhas.

         PSD e António José Ramalho, eu creio que conseguirá segurar o eleitorado do partido, mas para ganhar tem que conseguir granjear outras simpatias e outros apoios. Vamos ver como se movimenta o partido, é bom lembrar que o PSD de Estremoz é um turbilhão de emoções e opiniões, basta olhar para o que se passou há quatro anos, a sensação que deixa muitas vezes é que quem está dentro nunca consegue obter o consenso e o apoio de todos, e quem está fora está muitas vezes a criticar e a comportar-se como clara oposição. O Dr. Miguel Raimundo, eterno candidato, irá apoiar? Quem estará ao lado do Dr. António José Ramalho? Qual será o papel do Sr. Normando Xarepe? Esperava-se alguma renovação com a chegada do Prof. Nuno Rato, mas, ao olharmos para o já anunciado dir. de campanha, Sr. Alberto Silva, um histórico do PSD em Estremoz, ficam-me algumas duvidas, nada tenho contra o Alberto Silva, mas penso que os Estremocenses e os cidadãos próximos do PSD, esperavam outras caras e que, de alguma forma, se marcasse uma clara diferença do passado recente, assim não aconteceu e vamos ver que tipo de resultados trará. Cá estaremos para ver se o PSD se une, ou se se mantém no habitual jogo de bastidores, que em nada tem beneficiado o partido e os seus candidatos. Eu próprio, devo confessar, estava à espera de uma clara rotura com o passado, o que ao que parece não aconteceu. Vamos ver se o PSD vai “uno” e se assim entra na corrida pelo 1º lugar.

         Actual presidente da câmara, o Dr. José Alberto Fateixa, parte naturalmente em vantagem pois está em funções e normalmente que está em funções parte em vantagem, recordo que são raros os casos de um presidente que não é reeleito para um segundo mandato. Pagará a factura do governo da nação? Beneficiará da sua proximidade ao Governo, bem evidente neste mandato, o que permitiu manter em Estremoz alguns importantes serviços? Pagará a factura do desgaste e de algumas medidas menos entendidas? Quem irá na lista desta vez? É bom lembrar que com a entrada em vigor da Lei da paridade, uma mulher em cada 3 lugares, os três da frente não poderão ser os 3 actuais. Houve alguns momentos de frisson ao longo do mandato, e esta pré-campanha, fica com toda a certeza marcada pelas críticas actuais ao chefe de gabinete do presidente da câmara (que hoje mesmo pediu a demissão). Os Estremocenses estarão mais sensíveis à continuidade e ao trabalho realizado, ou estão demasiado descontentes e irão optar por outro candidato? Leva o Dr. José Alberto Fateixa, 4 anos de eventos, a casa de Estremoz, a manutenção do Centro de Saúde, PSP, GNR, mais uma sala no tribunal aumento e reestruturação no serviço de finanças, entre outras coisas? Ou leva as critica de muitos estremocenses de uma gestão muito colado ao governo da nação, muitas vezes autista e em alguns momentos vestida de alguma teimosia e de algum partidarismo? Com a critica de uma governação de gabinete e pouco próxima dos estremocenses. Cá estaremos para ver, mas julgo que o Dr. José Alberto fateixa parte na frente, vamos ver se consegue manter essa vantagem no dia das eleições e recebe os louros da vitória.

         Jorge Pinto? Sim, Jorge Pinto. Uma interrogação que eu próprio coloco, a dois níveis, o primeiro, na interrogação de quem é? Até eu não o conheço muito bem. Quanto ao segundo nível, porquê o Dr. Jorge Pinto? Será um erro de casting? Eu tenho uma leitura diferente, para mim, a CDU depois do não de alguns convidados, segundo consta, Dr. Júlio Rebelo, Dra. Odete Ramalho, acabou por escolher um homem do aparelho, desconhecido da maioria dos Estremocenses, anunciado como grande conhecedor das coisas da politica e do nosso concelho. Foi vice-presidente da câmara de Évora, no tempo do Dr. Abílio Fernandes. Quanto a mim, esta é a escolha possível dado a impossibilidade de um candidato local, com força e com verdadeiras aspirações à vitória. Apresenta a CDU um candidato para tentar manter o PCP na votação e por outro lado dar algumas esperanças ao Luís Mourinha, ou seja, do mal o menos, – “ não ganhamos mas não queremos lá o Fateixa”, a CDU, ao que dizem, nunca engoliu bem o Mourinha, mas, mal por mal… Quanto a mim, com esta escolha, arrisca-se a ficar em quarto lugar, mas é sempre bom lembrar que a CDU sempre soube pôr a sua máquina a trabalhar e a mover e motivar as suas tropas. Será assim desta vez e com este candidato?

         O Bloco de Esquerda apresentará candidato ou sempre apoiará o Mourinha?

         Este é um exercício que faço a esta distância e com os dados que tenho, não sei se estarei correcto e muito menos pretendo que estejam de acordo comigo, mas é assim que vejo as coisas e apeteceu-me partilhar esta minha visão convosco.    

“Treparei tod`a montanha…”

Entre historias de desgraça

E rimas de desventura

Pedi ao vento que passa

Que te trouxesse outra graça

Que te desse outra ventura

 

Entre gritos de tristeza

E versos de solidão

Esteve sempre à nossa mesa

Sobre o linho da pureza

O sal do teu coração

 

Haverá sempre a lembrança

Dessas coisas por dizer

Mas serei sempre a criança

Que se entretém nessa esperança

De nos seus braços te ter

 

Treparei toda a montanha

Vencerei todo esse mar

Pois se a vontade é tamanha

Treparei toda a montanha

Pra te poder alcançar

“Jesus cristo anda na rua/ tounée 2008…”

Aqui a cantar o Tema “Jesus Cristo Anda Na Rua”, extraido da tournée de 2008

Click em baixo para ver, se quiser… claro!

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“Cristo Pobre/Senhora do Livramento…”

Eu e o António Zambujo, em Elvas no Coliseu, na gala do Aniversário, espectáculo produzido e encenado por mim, se quiser ouvir, click em baixo.

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“Nesta Tasca de Estremoz…”

Já lá vão muitos, mesmos muitos anos que conheci o amigo Isaias. Hoje, já vários amigos, escreveram por aí, textos a lembrar o Isaias. Eu deixo para depois. Hoje deixo duas das nossas ultimas fotos, uma com o António Sala, outra com o Malato, deixo igualmente um fado que fiz, que gravei e cantei já lá vão 20 anos, intitulado “A Adega do Isaias”

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Peguei na pena e escrevi

Lembranças do que não vi

Sonhos que alguem me contou

De olhos presos nos céus

Chorando rezava a Deus

E tudo me confessou

 

As minhas talhas já frias

Corpos de almas vazias

Guardam os tempos de antanho

O barro já carcomido

Deixa-me mais esquecido

Mas dá mais vida ao meu sonho

 

Aquela arcada velhinha

Parece que adivinha

O sentimento do fado

Põe-se a chorar de mansinho

Desfiando com carinho

Recordações do passado

 

Reliquia do alentejo

Memórias do que não vejo

Poemas que alguém compôs

Se Malhoa fosse vivo

Encontrava um bom motivo

Nesta tasca de Estremoz

“Quem meus filhos beija…”

Noticia que extraí do Jornal de Noticias.

“Concerto de José Cid na RTP1

2009-05-08

A estação pública transmite este sábado, pouco depois das 23 horas, o concerto “José Cid & Big band+ convidados, em canções da minha vida”, que decorreu em Elvas, no Coliseu José Rondão Almeida. As duas horas e meia de espectáculo, que contaram com produção e encenação do também fadista estremocense, José Gonçalez, foram gravadas a 28 de Março.”

Jornal de Noticias”

Uma mensagem que recebi, devidamente identificada e que, por respeito ao próprio, não coloco o nome, uma vez que me a enviou para o meu correio pessoal.

“Estremoz está de parabéns.

“Amigo” José Gonçalez, sei que não me conhece, mas deixe-me felicitá-lo, foi com enorme prazer e orgulho que o vi no sábado na Tv., e aqui, quando se está mais longe, mais as coisas da nossa terra nos tocam. Sinto hoje que o menino que um dia vi cantar nos artistas, está hoje um senhor cantor, há muito tempo que não o ouvia e fiquei encantado, que voz, que presença bonita. È uma honra Estremoz ter um tão digno representante pelos palcos desse país fora. Continue que em nada nos envergonha, depois de Tomaz Alcaide e do meu saudoso Carmo Pequito, eu e a minha mulher, chorámos ao vê-lo, e meu “amigo” Gonçalez, lá no céu o seu pai, meu amigo de infância “manim”, deve estar muito orgulhoso de si. Estremoz merece-o, não desista nem desanime, assim essa terra e essa gente perceba que finalmente tem alguém a obrigar os cá de cima a falar de Estremoz. Ouvir o Malato dizer de José Gonçalez de Estremoz, é algo que só a distancia e o orgulho podem explicar.

Bem haja!

           Bom, começo, igualmente por dizer, que á de lágrimas nos olhos que estou a escrever estas palavras. Primeiro deixem explicar porque escrevo estas palavras e porque publico estas duas notas, primeiro uma noticia do Jornal de Noticias, e que não faço a mínima ideia de quem a escreveu, depois uma mensagem que recebi no meu e-mail, assinada e devidamente identificada, mas que por motivos óbvios, não coloco o nome.

            Quem me conhece, sabe bem que não me visto de orgulho bacoco e que muito menos me fecho no, – Sou muito humilde e não falo de mim. Não, isso sim é um puro acto de vaidade e arrogância. Nunca derrubei ninguém, não piso ninguém e, muito menos me ponho em bicos de pés para que me vejam. Tenho feito o meu caminho, a dizer o que acho e penso, e isso, como alguns bem sabem, tem-me trazido alguns dissabores. Se tantas vezes lamento, a forma injusta e desonesta como aqueles que não me conhecem me tratam e falam de mim, desta vez, e porque não sou fingido, estou aqui cheio de felicidade e agradeço as inúmeras manifestações de carinho que recebi. Posto isto:

            Coloco estes dois textos, pelo mesmo motivo, (quem me dera ter 1/10 do talento de Tomaz Alcaide ou do Pequito), a minha terra, Estremoz, ambos colocam Estremoz, Estremoz no centro do meu coração, no centro da minha vida. Aviso já, não sou político, não estou nem vou em qualquer lista e muito menos me estou a fazer a qualquer cargo. Que não restem duvidas. Mas Estremoz, esta minha querida terra de que tanto gosto. Sim gosto, e gosto mesmo muito. Tenho-me sentido, na maioria do tempo, um incompreendido entre a minha gente, às vezes revoltado mesmo, mas jamais esmoreceu o meu amor a esta terra e aos meus concidadãos. Estremoz, foi aqui que nasci, é aqui que vivo e é aqui que pretendo morrer.

            Sou de facto o filho do “manin” era assim que chamavam ao meu pai, que perdi quando tinha apenas 12 anos, não me deram tempo para o conhecer bem, não tive essa sorte, mas sei que, se em alguns momentos, lá onde quer que esteja, o possa ter envergonhado, sim porque como todos, falho e erro, espero, pelo menos que em alguns momentos também possa sentir orgulho em mim. Eu terei sempre orgulho em si e na mãe, afinal se não fossem vocês, eu não estava cá.

            Obrigado a todos os meus amigos, são vocês que ajudam a viver. Obrigado a todos os que não gostam de mim, também sem vocês, isto não tinha piada nenhuma…

Abraços e beijinhos.

Zé. 

Veja-nos aqui no coliseu de Elvas – José Gonçalez/José Cid

no youtube, click em baixo:

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