“Nesta Tasca de Estremoz…”

Já lá vão muitos, mesmos muitos anos que conheci o amigo Isaias. Hoje, já vários amigos, escreveram por aí, textos a lembrar o Isaias. Eu deixo para depois. Hoje deixo duas das nossas ultimas fotos, uma com o António Sala, outra com o Malato, deixo igualmente um fado que fiz, que gravei e cantei já lá vão 20 anos, intitulado “A Adega do Isaias”

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Peguei na pena e escrevi

Lembranças do que não vi

Sonhos que alguem me contou

De olhos presos nos céus

Chorando rezava a Deus

E tudo me confessou

 

As minhas talhas já frias

Corpos de almas vazias

Guardam os tempos de antanho

O barro já carcomido

Deixa-me mais esquecido

Mas dá mais vida ao meu sonho

 

Aquela arcada velhinha

Parece que adivinha

O sentimento do fado

Põe-se a chorar de mansinho

Desfiando com carinho

Recordações do passado

 

Reliquia do alentejo

Memórias do que não vejo

Poemas que alguém compôs

Se Malhoa fosse vivo

Encontrava um bom motivo

Nesta tasca de Estremoz

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