“Eleições, a caminho…”

           Nem sempre estamos certos, melhor, são muitas as vezes em que não estamos certos. Não porque se erre porque nos apetece errar, não. Erramos porque é condição humana, nascemos, crescemos e realizamos um processo de aprendizagem evolutivo, baseado no que nos ensinam, mas, e sobretudo, na capacidade que cada um tem de apreender, de perceber, de compreender, não só num processo empírico, mas também nos princípios que nos são incutidos, hábitos de leitura, de estudo. Também não se pode dissociar de qualquer processo de aprendizagem, o interesse em matérias que nos são apresentadas através do meios à nossa disposição, Tv., Net, etc., …

            São cada vez mais os exemplos, daqueles que chegam aos nossos dias, com um profundo desinteresse pela vida social, pelo bem comum, pela importância de estar, ser e viver com interesses, por exemplo, pela politica, pela importância de uma constante acção, intervenção, interesse, pelos tramites de uma sociedade evoluída e interessada. As últimas eleições europeias, são, sem dúvida, um exemplo acabado do desinteresse pela política e pela consciência, ou falta dela, de uma atitude actuante e activa.

            Daqui a dias saberemos as datas para os dois processos eleitorais que se seguem, legislativas e autárquicas, se nas legislativas os níveis de abstenção já começam a ser preocupantes, a julgar pelos últimos resultados, nas autárquicas a coisa já funciona melhor, talvez seja a proximidade, talvez sintam os cidadãos que em termos locais, ainda é importante o seu voto e no fundo, o sentir de que aqueles que para lá vão, são escolhas também suas, que podem e dever ser parte do processo.

            Há quem ataque aqueles, que ainda assim, vão tendo coragem de assumir um ideal político, mais que não seja um ideal de desenvolvimento das suas próprias terras, claro está que isto tem custos, inimizades, antipatias. Nunca entendi muito bem porque é que só aqueles que são da “nossa cor” é que são bons, só as suas ideias é que fazem sentido, os outros tornam-se inimigos, apelidados na maioria de vezes de, burros, estúpidos e tudo o mais que bem sabemos, e nós, se dizemos que alguma coisa está bem, lá somos  também apelidados de burros, quem está no poder e não é da nossa côr, já não presta, só os nossos ideais é que são bons e os outros só fazem disparates.

            Hoje, quando as peças começam a tomar os seus lugares, no xadrez local, aqui deixo o meu grito de coragem, de força, e de agradecimento àqueles que se aceitam expor, apesar de tudo o que têm que ouvir.

            Eu? Acredito na minha terra e em todos os candidatos, terei naturalmente as minhas opções, aqui em termos locais, julgo que vamos bem mais pelo coração, pela amizade e por acreditar naqueles que conhecemos melhor, mas não sou só eu, julgo que em termos locais, todos somos assim, vamos pelos projectos, mas, penso eu, vamos bem mais pelas pessoas, afinal Estremoz é tão pequena e todos nos conhecemos, tão bem, não é verdade?

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