“As ervas daninhas…”

“…estou triste, muito triste, o meu quintal, nada dá, nem ervas daninhas. E não há quintal, onde florescam as mais bonitas rosas, onde não existam também ervas daninhas. É que são elas que fazem a diferença, são elas que permitem crescer com mais força, mais vigor. São as ervas daninhas que permitem que as rosas, mostrem todo o seu explendor. Sem rosas daninhas, nada tem valor. São as ervas daninhas, no ataque diário que fazem à raiz das rosas, que nos permitem ver toda a beleza e qualidade que as rosas têm. Jardim sem ervas daninhas, é jardim que não presta, está seco, murcho e sem vida. Quanto mais ervas daninhas nascerem no quintal, é porque o chão é fertil, e só há ervas daninhas, onde há coisas boas. atacam o que é bom, com qualidade. Para mediocres já bastam elas, por isso apenas se encontram e se mostram em terreno fértil, que até agredece que existam, para tornar melhores e mais bonitos os seus frutos…”

As palavras são minhas, a analogia, que cada um faça a sua, e a enquadre nas rosas do seu quintal!

“A aranha e a sanita…”

Não é meu…

“Aconteceu, em minha casa, cada vez que ia puxar o autoclismo encontrava uma aranha. Ao quarto dia, tive pena e tirei-a, coloquei-a ao lado, por cima da banheira, num patamar que dava para uma janela, que por sua vez dava para a rua. No dia seguinte, de manhã, fui logo ver se a dita aranha tinha descoberto o caminho para a felicidade, mas não, estranhamente, estava de patas para o ar, morta”

Concluo eu:

Tal como a aranha, alguns, quando tirados do seu habitat normal, morrem. Julgamos estar a fazer bem, e o resultado, é o que se viu.

Na net, da nossa terra, em alguns casos, eu, faria a seguinte analogia. Alguns, só vivem, e sobrevivem, na e da merda. Metem nojo, cheiram mal e, só é pena que andem por ai anonimos, é uma pena não mostrarem as patas, que eu bem que os metia no patamar da minha janela!

“Hoje dia 29 de Julho…”

Estas Fotos, são em Estremoz, no ano passado, no mesmo programa, “Verão Total”

Hoje estou de regresso, à RTP, ao “Verão Total” Cantarei na parte da manhã, em directo a partir da cidade de Elvas, dois temas da minha autoria, Letra e Musica.

– Bate Coração

– Senhor Meu Pai

O programa começa às 10 de manha e vai até às 18h

“Verão Total…”

Na próxima quarta-feira, dia 29 de Julho, lá vou estar a cantar uns fadinhos na RTP1, programa “Verão Total” em directo a partir de Elvas. O prgrama estará no ar entre as 10h e as 18horas, na Praça de Republica, é só ver… quem quiser, e puder claro!

Cantarei dois temas, da parte da manhã, da minha autoria:

– Bate Coração

– Senhor Meu Pai

“Para lá do mistério que é ser nada…”

“Hoje apeteceu-me voltar a colocar aqui este texto, foi originalmente publicado em Novembro de 2008”

         “Fui para lá da madrugada, ali onde não estou, onde o mar chora esta ausência prolongada. Fui para lá do meu tempo, desci a rua de silêncios profanada, vesti-me de medo e sofrimento para lá do mistério que é ser nada.

         Galguei a Lua, beijei a estrela mãe, pobre e crua com saudades de ninguém. Ouvi ao longe, muito ao longe um rouxinol e um velho monge em orações ao grande sol. Pobre rouxinol, de canto ousado outrora feito luz e paixão, agora moribundo, de olhar estranho e depenado, e o velho monge de vestes rastejantes e imundas, revoltado, enraivecido, de palavras atiradas contra o mundo.

         Pela montanha, deixei que o meu veneno abraçasse, a mais daninha das ervas estridentes, como grito de palavras que lançasse, labaredas de angústias, dor tamanha, árvores plantadas nas nortadas, contra ventos de desejos tão morrentes como a lava adormecida pelas estradas.

         Braços, para que vos quero? Não unem mais os pensamentos transportados, através do frágil tempo dos meus dedos, sempre perto da lonjura dos caminhos, sempre longe desse vento em roda viva, numa roda contra a roda dos moinhos.

         E vós meus amigos, por onde andam? Pelos mares? Pelos Céus? Pelas montanhas? Pelo luar dessas noites já sem Lua? Ou estais como eu, para lá do alcançável, para lá da ilusão dessas conquistas, apenas encontradas nas esquisitas, relutantes, sinuosas alvoradas, dessas noites de loucuras cintilantes, quando o sol já deixava enegrecer, o globo das vitórias desejadas…”

        

“Blogues, politica, da ficção à realidade…”

        Não sei se o titulo vos incomoda, mas em mim provoca uma serie de reflexões e leva-me a questões bem mais fundas do que esta coisa dos blogues e da blogosfera.

        Hoje, com algum cuidado, e devo dizer que é 1.45h da manhã, andei pelos blogues e li atentamente, ou pelo menos tentei, aquilo que por aí se diz, e confesso que me deixam perfeitamente baralhados, confundido e até surpreendido alguns dos espaços que a net proporciona. Como sabem, jamais me preocupei com o que pensam de mim e sobretudo com que inventam de mim, e com aquilo querem fazer passar que eu penso, que sou e digo, assim:

        O Albino, no “Estremoz em Debate” diz que apoia o MIETZ, ok. É livre, faz e diz o que quer. O “Pelourinho de Estremoz”, que toda a gente diz que é deste e daquele, mas que ao certo ninguém sabe de quem é, diz que faz a apologia da verdade, e diz muito mal do José Alberto Fateixa, porque diz que há muitas coisas mal por dizer, será só por isso? Alguém acredita? Basta ver o blog para perceber que não deve ser bem assim e que não é só por isso. E etc., etc., etc. …

        Eu? Confesso-me surpreendido, não porque cada um defenda o que entende e o que quer, isso é legítimo e cada um é livre das suas opiniões e pareceres, agora não é certo, e muito menos honesto fazê-lo de forma gratuita, apenas para destruir e, muito mais grave, porque há interesses escondidos, fingidos, encapotados, querendo fazer querer que não é bem isso que dissemos, e não é bem isso que queremos dizer.

        Devo salientar, e é aqui que reside o fundamental da questão, que estas coisas dos blogues e da blogosfera, são uma ilusão, não são vinculativos de nada e, é uma minoria, mas mesmo uma grande minoria, que serve estes espaços. Duvidam? Aqui fica um exemplo para os mais cépticos, quando lancei o meu livro, suportado neste blog, tive centenas, repito centenas de pessoas no lançamento, nem 5% são visitantes deste espaço, e disseram-me lá que não conheciam nem tinham acesso a nets e essas coisas. Quem vota, por exemplo, em São Lourenço, Santa Vitória, ou noutra freguesia qualquer mais rural, sai de manhã para o trabalho, volta tarde e nem se lembra, ou tem tempo para “nets” . Os filhos? Querem miúdas e miúdos e chats e conversas e hi5, querem lá saber de política e blogues. Não duvidem. A malha urbana é mais dada a estas coisas, mas não a pensamentos, opiniões, conjecturas e nabos a defender grandes políticos e ideais. Eu, não defendo isto, e quero e acredito numa geração mais conhecedora e capaz, eles é que não estão para aí virados, nem têm pachorra. E com este tipo de blogues e de maledicência e fingimentos, menos lá vamos e menos interessados estão. Querem lá saber dos candidatos e das parvoeiras que alguns por aqui inventam, e disso, todos temos culpa, enfatizamos os discursos, arranjamos conjecturas e leituras e visões, e depois, nada. Muito pouca gente lê e vê blogues. Talvez não saibam, mas por exemplo, nas ultimas Eleições europeias, os partidos mais votados através da net, sondagens, ficaram abaixo de terceiro lugar, ou seja, quem vota e decide, não liga a “Lagos ou Pelourinhos” mas àquilo que a sua consciência e vivencia lhes diz. (Nada me move contra o “pelourinho”, a não ser o facto de ser anonimo, o que para mim o descredibiliza por completo e não me merece qualquer respeito. Quem quer dar opinião, da forma que o seu autor o faz, tem que dar a cara, assim, como o faz, nunca sebemos o que está por detrás do anonimato e quais as suas reais intenções)

        Eu tenho um blog para memória futura, para as gerações vindouras, um dia hão-de saber que passei por cá, e convençam-se meus amigos, aqueles que hoje andam pelos blogues, são uma ínfima parte dos que votam, dos que decidem, dos que escolhem, estas coisas são ainda para uma parcela muito pequena da população, e a minha Mãe, e tantas outras mães e pais do nosso concelho, jamais perceberão o que é a net e o que são os blogues, mas sempre souberam e saberão em quem votar, no que votar, em quem os trata bem ou mal e, como sempre, nada estão importadas que andem por aqui meia-duzia armados em espertos a querer fazer opinião e a influenciar, porque a sabedoria e inteligência popular, não vão em cantigas e muito menos em “Chicos” espertos, vão naquilo que a vida lhes ensinou, sem saber fazer “enter” ou “delete”, mas sempre, sempre a entrar e a apagar aquilo que lhes vai na alma, que é verdade e que sentem na pele. Apenas entram no que conhecem, e sobretudo apagam o que acham incorrecto, e não aquilo que alguns querem fazer que pareça verdade aqui pela net, muitas vezes escrito e comentado pelos próprios. E não se esqueçam, Portugal tem uma população maioritariamente idosa, envelhecida, sem acesso a meios informáticos, e aqui, o Alentejo, é só a zona do pais mais info-excluida.

        Isto é uma ilusão, o dia 11 de Outubro vai demonstrá-lo e depois, como sempre, lá desaparecem mais uma dúzia de blogues, que só nasceram para dizer mal, ou apoiar isto ou aquilo, mas como não têm substancia ou coerência, ficam-se pelas supostas intenções, de nada, com fins conhecidos, o povo, esse, é que não vai em cantigas, e com net, ou sem net, escolhe quem acha melhor e “tá-se” borrifando para os blogues e para os seus (des)conhecidos e interessados autores…

“Aquilo que me resta por viver…”

Não sei se já olhaste a minha mão

E viste quantos nódulos encerram

Talvez tu não percebas mas não são

Apenas cinco dedos que não erram

 

São fartos de carícias e ternuras

Abertas feridas dessa terra sã

São sempre o mais aquém duma loucura

São sempre o mais além do amanhã

 

Talvez tu nem percebas porque lutam

E juntas serão sempre bem mais fortes

Não temas as promessas dos que juntam

No mar a`lvorada d`outras sortes

 

Bem sei que não verás nestas palavras

Aquelas coisas fáceis d`entender

Assim como as lanças que tu cravas

No resto do qu`em mim há por viver!