“Blogues, politica, da ficção à realidade…”

        Não sei se o titulo vos incomoda, mas em mim provoca uma serie de reflexões e leva-me a questões bem mais fundas do que esta coisa dos blogues e da blogosfera.

        Hoje, com algum cuidado, e devo dizer que é 1.45h da manhã, andei pelos blogues e li atentamente, ou pelo menos tentei, aquilo que por aí se diz, e confesso que me deixam perfeitamente baralhados, confundido e até surpreendido alguns dos espaços que a net proporciona. Como sabem, jamais me preocupei com o que pensam de mim e sobretudo com que inventam de mim, e com aquilo querem fazer passar que eu penso, que sou e digo, assim:

        O Albino, no “Estremoz em Debate” diz que apoia o MIETZ, ok. É livre, faz e diz o que quer. O “Pelourinho de Estremoz”, que toda a gente diz que é deste e daquele, mas que ao certo ninguém sabe de quem é, diz que faz a apologia da verdade, e diz muito mal do José Alberto Fateixa, porque diz que há muitas coisas mal por dizer, será só por isso? Alguém acredita? Basta ver o blog para perceber que não deve ser bem assim e que não é só por isso. E etc., etc., etc. …

        Eu? Confesso-me surpreendido, não porque cada um defenda o que entende e o que quer, isso é legítimo e cada um é livre das suas opiniões e pareceres, agora não é certo, e muito menos honesto fazê-lo de forma gratuita, apenas para destruir e, muito mais grave, porque há interesses escondidos, fingidos, encapotados, querendo fazer querer que não é bem isso que dissemos, e não é bem isso que queremos dizer.

        Devo salientar, e é aqui que reside o fundamental da questão, que estas coisas dos blogues e da blogosfera, são uma ilusão, não são vinculativos de nada e, é uma minoria, mas mesmo uma grande minoria, que serve estes espaços. Duvidam? Aqui fica um exemplo para os mais cépticos, quando lancei o meu livro, suportado neste blog, tive centenas, repito centenas de pessoas no lançamento, nem 5% são visitantes deste espaço, e disseram-me lá que não conheciam nem tinham acesso a nets e essas coisas. Quem vota, por exemplo, em São Lourenço, Santa Vitória, ou noutra freguesia qualquer mais rural, sai de manhã para o trabalho, volta tarde e nem se lembra, ou tem tempo para “nets” . Os filhos? Querem miúdas e miúdos e chats e conversas e hi5, querem lá saber de política e blogues. Não duvidem. A malha urbana é mais dada a estas coisas, mas não a pensamentos, opiniões, conjecturas e nabos a defender grandes políticos e ideais. Eu, não defendo isto, e quero e acredito numa geração mais conhecedora e capaz, eles é que não estão para aí virados, nem têm pachorra. E com este tipo de blogues e de maledicência e fingimentos, menos lá vamos e menos interessados estão. Querem lá saber dos candidatos e das parvoeiras que alguns por aqui inventam, e disso, todos temos culpa, enfatizamos os discursos, arranjamos conjecturas e leituras e visões, e depois, nada. Muito pouca gente lê e vê blogues. Talvez não saibam, mas por exemplo, nas ultimas Eleições europeias, os partidos mais votados através da net, sondagens, ficaram abaixo de terceiro lugar, ou seja, quem vota e decide, não liga a “Lagos ou Pelourinhos” mas àquilo que a sua consciência e vivencia lhes diz. (Nada me move contra o “pelourinho”, a não ser o facto de ser anonimo, o que para mim o descredibiliza por completo e não me merece qualquer respeito. Quem quer dar opinião, da forma que o seu autor o faz, tem que dar a cara, assim, como o faz, nunca sebemos o que está por detrás do anonimato e quais as suas reais intenções)

        Eu tenho um blog para memória futura, para as gerações vindouras, um dia hão-de saber que passei por cá, e convençam-se meus amigos, aqueles que hoje andam pelos blogues, são uma ínfima parte dos que votam, dos que decidem, dos que escolhem, estas coisas são ainda para uma parcela muito pequena da população, e a minha Mãe, e tantas outras mães e pais do nosso concelho, jamais perceberão o que é a net e o que são os blogues, mas sempre souberam e saberão em quem votar, no que votar, em quem os trata bem ou mal e, como sempre, nada estão importadas que andem por aqui meia-duzia armados em espertos a querer fazer opinião e a influenciar, porque a sabedoria e inteligência popular, não vão em cantigas e muito menos em “Chicos” espertos, vão naquilo que a vida lhes ensinou, sem saber fazer “enter” ou “delete”, mas sempre, sempre a entrar e a apagar aquilo que lhes vai na alma, que é verdade e que sentem na pele. Apenas entram no que conhecem, e sobretudo apagam o que acham incorrecto, e não aquilo que alguns querem fazer que pareça verdade aqui pela net, muitas vezes escrito e comentado pelos próprios. E não se esqueçam, Portugal tem uma população maioritariamente idosa, envelhecida, sem acesso a meios informáticos, e aqui, o Alentejo, é só a zona do pais mais info-excluida.

        Isto é uma ilusão, o dia 11 de Outubro vai demonstrá-lo e depois, como sempre, lá desaparecem mais uma dúzia de blogues, que só nasceram para dizer mal, ou apoiar isto ou aquilo, mas como não têm substancia ou coerência, ficam-se pelas supostas intenções, de nada, com fins conhecidos, o povo, esse, é que não vai em cantigas, e com net, ou sem net, escolhe quem acha melhor e “tá-se” borrifando para os blogues e para os seus (des)conhecidos e interessados autores…

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