Ontem à noite na FIAPE, com o meu amigo Malato, na “Bolotinha”…

Roubei a foto à amiga Fátima Gambutas, do seu blog

http://artesanatomeufati.blogspot.com/

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Hoje, na RTP, com a linda e amiga Tania Ribas de Oliveira…”

“HOJE, À VOLTA, COM DULCE PONTES…MICROFONE DE OURO…”

Dulce Pontes recebe microfone de ouro! A cantora é a única personalidade estrangeira a ser agraciada com tal honra em Espanha. Dulce Pontes vai receber no dia 15 de Maio o prémio Microfone de Ouro, em Ponferrada, no Noroeste de Espanha, entregue pela Federação das associações espanholas de Rádio e Televisão. A cantora, que está a celebrar 20 anos de carreira, é a única personalidade estrangeira a ser agraciada com o prémio, depois de ter editado o álbum «Momentos» em Espanha no dia 24 de Março. O álbum inclui novas versões de “Júlia galdéria”, “Canção de embalar”, “Canção do mar”, assim como gravações ao vivo de temas de Amália Rodrigues.

“Dulce Pontes, simplesmente espectacular…”

“À volta do Rossio”, segunda-feira, em directo, das 15 às 17h na Rádio Despertar – FM – 94.5

Emissão online www.radiodespertar.net

“No Sr. Vinho, na “volta do Rossio”…”

AS FOTOS DE 4 AMIGOS, NO SR. VINHO, EM LISBOA, A CASA DE FADOS DA MARIA DA FÉ.

DEPOIS DA ENTREVISTA, PARA A VOLTA DO ROSSIO, JANTÁMOS ANIMADAMENTE.

ANTÓNIO ZAMBUJO, MARIA DA FÉ, JOSÉ GONÇALEZ E JOSÉ LUIS GORDO

“À volta do Rossio, hoje, António Zambujo…”

HOJE, EM DIRECTO DAS 15 ÀS 17H, COM REPETIÇÃO, HOJE DAS 22 ÀS 24h, E AMNHÃ DE MANHÃ, DAS 7 ÀS 9h. FM-94.5, OU EMISSÃO ON LINE PARA TODO O MUNDO EM, www.radiodespertar.net

Destaque 1

ANTÓNIO ZAMBUJO, ESTARÁ EM ESTREMOZ DIA 12 DE MAIO, NA FESTA DO LANÇAMENTO DO CD “UMA VIAGEM PELO FADO”, E 26º ANIVERSÁRIO DA RÁDIO DESPERTAR, DE ESTREMOZ. NO PAVILHÃO MULTIUSOS, A PARTIR DAS 21.30H – INFORMAÇÕES E MARCAÇÕES – 268339454

Cresceu a ouvir o cante alentejano. A harmonia das vozes, a cadência das frases e o tempo de cada andamento, foram para sempre uma influência. Nascido em Beja, em 1975, António Zambujo começou a estudar clarinete com 8 anos, estreando-se no Conservatório Regional do Baixo Alentejo.

Ainda pequeno, apaixonou-se pelo Fado e pelas vozes de Amália Rodrigues, Maria Teresa de Noronha, Alfredo Marceneiro, João Ferreira Rosa, Max entre muitos outros. Estava habituado a cantar em família e entre amigos, e aos 16 anos chegou mesmo a ganhar um concurso de fado.
Com o curso de clarinete na bagagem, ruma a Lisboa, onde Mário Pacheco, intérprete e compositor de guitarra portuguesa lhe abre a porta do conhecido Clube do Fado, no bairro de Alfama, onde passou a tocar.

Pouco depois, integra o musical Amália, dirigido por Filipe La Féria. Durante os quatro anos que o espectáculo esteve em cartaz – primeiro no Teatro Politeama, depois um pouco por todo o país -, Zambujo interpreta o papel de Francisco Cruz, o primeiro marido de Amália.

2002
O mesmo fado, o seu primeiro trabalho é editado pela Ocarina. As influências musicais do Alentejo são marcantes e há mesmo alguns fados compostos por si. Outros são de conhecidos poetas do universo fadista como José Luís Gordo ou Mário Raínho.
Na sequência do êxito de O mesmo fado recebe o prémio de ‘Melhor Nova Voz do Fado’, já atribuído pela Rádio Nova FM a intérpretes como Mariza, Camané ou Mafalda Arnauth.

2004
António Zambujo canta na Casa de Fado Sr. Vinho. E além dos concertos em Portugal, apresenta-se com regularidade em cidades como: Toronto, Paris, Santander, Sarajevo, Zagreb.
Edita o seu segundo disco, Por meu cante, no qual aprofunda as raízes alentejanas, recuperando temas do Cancioneiro de Beja, fundindo-as com novas tendências do fado. Para este trabalho conta com a colaboração dos músicos Paulo Parreira (guitarra portuguesa) e Ricardo Cruz (contrabaixo).

2006
Ganha o Prémio Amália Rodrigues (atribuído pela Fundação Amália Rodrigues) na categoria de “Melhor Intérprete Masculino de Fado”.
É convidado pela Fundação Calouste Gulbenkian para o Festival Atlantic Waves, em Londres. No mesmo ano e juntamente com Carla Pires e Liana, participa na Festa do Avante, na homenagem ao compositor Alain Oulman, grande responsável por alguns dos maiores sucessos de Amália Rodrigues.

2007
No Verão, é convidado para encerrar a “Festa do Fado” do Castelo São Jorge. E em Setembro lança o seu terceiro álbum Outro Sentido, com produção musical de Ricardo Cruz e a participação especial das Vozes Búlgaras Angelite.

2008
Outro sentido é editado na Europa e nos Estados Unidos pela editora ‘Harmonia Mundi’, sob a etiqueta da sua filiada ‘World Village’. Os concertos pela Europa continuam.
O álbum é considerado pela revista Songlines Top of the World Album.
Depois de actuar no Teatre de La Ville, em Paris, Outro Sentido sobe ao terceiro lugar de vendas da Fnac francês.
A Fundação Luso-Brasileira propõe-lhe um dueto com Roberta Sá para a sua gala anual de entrega de prémios em Outubro, no Casino Estoril.
A editora MPB edita Outro Sentido no Brasil. Esta edição tem três faixas adicionais com participações de Roberta Sá e Trio Madeira Brasil, de Zé Renato e de Ivan Lins.
A chegada ao Brasil levou-o também aos ouvidos de Caetano Veloso que se rendeu à sua voz. Escrevendo no seu blogue: «Quero ouvir mais, mais vezes, mais fundo (…) É de arrepiar e fazer chorar».
Em Dezembro, António Zambujo esgotou dois concertos no Teatro São Luiz.

2009
António Zambujo segue em tournée pela Europa, apresentando Outro Sentido em países como a Noruega, Suécia, França, Holanda e Áustria.
Em Março e Abril, Zambujo realiza uma série de concertos em Portugal, incluindo a apresentação, em Maio, no Onda Jazz, da reedição de Outro Sentido.
Em Junho, inicia a primeira tournée no Brasil. Em Pirenópolis (a 100 km de Brasília), Zambujo dá o seu primeiro concerto a propósito da apresentação da Semana da Cultura Portuguesa, promovida pelo Instituto Camões.

Apresenta-se no Espaço Tom Jobim, no Rio de Janeiro onde conta com as participações especiais de Roberta Sá, Marcelo Gonçalves, Ronaldo do Bandolim e Yamandú Costa. Na plateia, estiveram presentes Ney Matogroso, Caetano Veloso, Sandra de Sá, Paula Morelenbaum, entre outras figuras da cena artística brasileira.
Zambujo apresenta-se no Cool Jazz Fest 09, num espectáculo que contou com a participação de Ivan Lins. E nesse Verão actua pela primeira vez na Casa da Música, no Festival ‘Uma Casa Portuguesa’.
Sobe ao palco do Parque Mayer, na programação de Verão doLisboa ao Parque, juntamente com Luís Guerreiro na guitarra portuguesa, José Conde no clarinete e Ricardo Cruz no contrabaixo.

No fim do mês de Setembro, Zambujo volta à Europa desta vez incluindo Finlândia, para mais quatro espectáculos. No início de Outubro, realiza pela segunda vez, uma tournée em França com concertos em Montelimar, La Rochelle e duas actuações em Paris, nas salas Sun Set e L´Europeen.

No fim de Novembro, inicia a segunda tournée pelo Brasil desta vez com uma actuação no Palácio de São Clemente, seguindo-se espectáculos no Bourbon Street Music Club, em São Paulo, e no Teatro Rival, no Rio de Janeiro.

Integra a lista dos 10 Melhores Concertos Internacionais do Ano, seleccionada pela Secção de Cultura do Jornal O GLOBO, ao lado de músicos como Elton John, Burt Bacharah, Terence Blanchard, Kiss, Youssou N’Dour e Angelique Kidjo.

De volta a Portugal, fecha o ano com uma digressão nacional que inclui sete cidades de Norte a Sul do país.

2010
António Zambujo lançou o seu quarto cd intitulado “Guia”, num concerto marcado para 14 de Abril, no Teatro São Luiz, em Lisboa

IN:

http://www.espelhodecultura.pt/

Adeus, “meu querido amigo”, Zé Costa…”

           Poderia levar várias páginas a falar do meu querido amigo Zé Costa, pois era assim que ele me travava, “Meu querido Zé “Gonçalves”, sempre me tratou assim.

            A minha relação com o Zé Costa é antiga, muito antiga, mais antiga que eu. O hóquei em patins, o Clube de Futebol de Estremoz, e o meu pai, fazem com que a nossa relação, seja de sempre, de muito antes de eu ter nascido. Sei que muitas, e bonitas palavras surgirão, e por isso mesmo, apenas vou deixar duas pequenas histórias, de um grande amigo, daqueles que amarei sempre! Embora, e vou dizê-lo hoje aqui, pela primeira vez, mas o Zé Costa merece, eu não seja, e nunca tenha sido do PS. Ele, naquela altura, falava comigo muitas vezes, e, tal como o meu amigo Zé Alberto Fateixa, bem tentaram, mas não.

            Vivi, profissionalmente, muitos anos com o Zé Costa, na Câmara Municipal, primeiro nas águas, e depois, quando foi eleito vereador, quando me convidou para ir trabalhar para o seu gabinete, de lá saí para as piscinas, e ainda hoje, bem arrependido estou, mas isso são outras contas.

            – Eu, era apenas um miúdo, jogava no CFE, o meu clube de sempre, e na altura, não havia camadas jovens, não havia formação, liderava a secção o meu amigo João Churro Lopes, que me fez o convite para começar a dar treinos aos miúdos, que aparecessem. Falei, com o meu chefe, Zé Costa, que me disse para fazer uns papéis, a convidar os miúdos para irem patinar, e assim fiz, as fotocopias foram feitas na farmácia costa, e tudo arrancou. Não havia patins, nem dinheiro para os comprar, e o Zé Costa, mandou-nos comprar patins, e enviar a factura para a farmácia, e assim aconteceu, e o hóquei, pelo menos nessa altura, não morreu.

            – 1989, preparava eu o meu primeiro disco, um LP. Tínhamos jantado na “Ribatejana”, eu o José Alberto Fateixa e o Padre Júlio, dir. da Rádio Despertar, o José Alberto lançou o desafio, o padre Júlio aceitou, vamos fazer um disco, do Zé, o “Fado Lusitano”, meu primeiro disco, ainda em vinil, com edição da Rádio Despertar. E assim aconteceu, no inicio da semana, no meu local de trabalho, confidenciei ao meu chefe, e amigo, José Costa, que iria gravar um disco, iria realizar o meu sonho, perguntou-me quem seriam os músicos, ao que respondi, que seriam os de Estremoz, pois uns músicos profissionais custariam muito dinheiro. Sem demoras ou hesitações, disse-me:

              – “Era o que mais faltava, vê quanto custam os melhores músicos, combina com eles, gravas com eles, e eu pago.”

              E assim foi. Sei que, em função dos exemplos dados, se possa levar a minha admiração, em função da disponibilidade financeira, o que no caso vertente, para além de injusta, seria sempre uma leitura ridícula, e hipócrita. O Zé Costa, foi, é, e será sempre por mim recordado, como o “meu querido amigo”. Era tão guloso, o que ele adorava os bolos que a minha mãe fazia nos meus dias de anos.

                     Até sempre, “meu querido amigo”, um beijo.