“Para memória futura… em Lisboa e Portel…”

Aqui, para mais tarde recordar, primeiro na sexta-feira, “no forno” do Sr. Vinho, com a Maria da Fé, e depois em Portel, com a Alexandra, o José Luis Geadas e a Tereza Tapadas… boa gente, grandes artistas…

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“Proximos espectáculos, sexta e segunda, Évora e Portel…”

Esta Sexa-feira, em Évora, beneficencia, no Galhetas, para o Padre Adriano. Segunda-Feira, é na feira do montado, levo como convidados a Alexandra, o Gonçalo Salgueiro, o José Luis Geadas e a Fernanda Oliveira… APAREÇAM!

“Especial Alqueva, Veja aqui “O VIDEO”, Se fores ao Alentejo…”

COM O GRUPO DE CANTARES DE PORTEL – JOSÉ GONÇALEZ  – ANTÓNIO PINTO BASTO – ESPECIAL ALQUEVA – RTP1 – 8 DE JULHO DE 2010

http://www.youtube.com/watch?v=uTjSFI9Pb2k

“NA TVI – VEJA AQUI O VIDEO…

O VIDEO PROMOCIONAL DO ESPECTÁCULO, “Uma Viagem Pelo Fado”, AQUI NA TVI, COM O MANUEL LUIS GOUCHA! CLICK AQUI EM BAIXO:

http://www.youtube.com/watch?v=n2jMiWuurIY

“Especial Alqueva, veja aqui o video, “Uma Viagem Pelo Fado”

JOSÉ GONÇALEZ/ANTÓNIO PINTO BASTO

RTP1 – ESPECIAL ALQUEVA – 8 DE JULHO DE 2010

http://www.youtube.com/watch?v=CT_jZmgA9EU

“Saudade, salgando mais e mais, o nosso fado!…”

HOJE APETECEU-ME VOLTAR A COLOCAR AQUI ESTE TEXTO, QUE ESCREVI E PUBLIQUEI A 25 DE JANEIRO DE 2008… É UM DOS TEMAS DO MEU NOVO DISCO, QUE SAIRÁ ENTRE ABRIL E MAIO DE 2011…

Saudade, esta Lusitana condição. Refugio de poetas e artistas. Mãe de tristezas e desgraças, do luto e da sorte desejada.  Saudade, servente desta gente desgraçada. Suave brisa ou violenta tempestade, de ancoras e grilhões arrebentados, debruçados como preito ao coração, dos teus feitos para lá do Bojador. Saudade, que vestes cada frase desta terra, que buscas alegrias adiadas, que despes os sorrisos dos que ficam na trágica lembrança dos que partem. Saudade, constância desta voz entregue ao fado, no choro, na dolência encontrada, no grito inebriante que se amarra, em cada nota solta da guitarra. Ai saudade, tu, que para tudo serves, para rir e p`ra chorar. Tu, onde se encontra o nada que somos, no todo onde sempre quisemos estar. Tu, que nos deixas sobre os olhos, o brilho da revolta, dos que nunca mais voltaram e a luz sempre ofuscada dos que nunca nos deixaram. Saudade, inundada felicidade de um país farto de nada, palavra p`rá tristeza  tantas vezes encontrada. Nunca como hoje te cantámos tanto, nunca com o hoje te carregámos tanto no papel, num vermelho tão viscoso a inundar os versos. Palavra única, conjugada maldição, em tudo nós te pomos; No Amor, na Vida, na Morte ou Solidão, na Alegria e na Tristeza. Palavra desta gente, que nunca te pusemos, tanto no passado, como hoje no presente.  Ao que chegámos. Pátria Mãe, Tu, a viver sempre com saudades da saudade. Que triste condição embriagada. Aqui neste planaltico Oceano, de Sol na beira-mar amordaçado, florida pátria de Camões e de Pessoa. Atlântica terra de vitórias, a vestir de mágoa e dor tanta saudade, assim vais, escorrendo o pranto da tristeza, salgando mais e mais o nosso fado…

“Hoje, é na Adega do Isaias, em Estremoz…”

 

Aqui uma foto, do meu album de recordações, há uma ano atrás.

Hoje cumpre-se a tradição, lá estaremos logo à noite, para provar o vinho e cantar um fadinho… apareça!