“Em 2007, escrevi isto, hoje recupero-o. “As Escolhas”…”

Não sei se a vocês também vos acontece, mas a mim, se calhar pelo tipo e forma de vida que levo, dou muitas vezes comigo a pensar nas escolhas que fiz, nas opções que tomei, no sentido que dei e dou à minha vida. Devo confessar igualmente, que sou meio paranóico, tudo me preocupa e aflige, apesar de não aparentar muito, eu sei!. Mas pronto, hoje entrego-me aqui um bocadinho e dispo-me desta forma de me dar ao mundo, é que na maioria das vezes escondo-me, não sei se por ter medo que me conheçam bem, mas se calhar é mais pelo simples facto de me sentir mal quando me observam, gosto de levar uma vida pacata, refugio-me muitas vezes em mim!. Não, não me enganei, nem há aqui nenhuma redundância, há talvez a semântica das palavras, que me permitem dizer-vos, que sou assim sabem? Com tudo isto quero dizer que me encontro quando escrevo, não sei se tanto assim em prosa, mas em verso, sim, aquele que enche a rima dos meus versos!, no melhor e no pior, nos momentos de raiva, desilusão, tristeza, mas também aquele que tem força, fé e esperança. Sabem? Sou balança de signo, e para aqueles que acreditam nestas coisas,  há quem diga que andamos sempre há procura do equilíbrio, mas a verdade é que vamos de extremo a extremo, passando fugazmente pelo meio, pelo fiel da balança. Tenho momentos na minha vida em que me sinto óptimo, tenho outros em que me sinto péssimo, isto para voltar ao inicio do texto, é que há vezes em que julgo ter feito as melhores escolhas, e outras há, claramente, em que não me consigo rever nas atitudes, nas palavras que deixo escapar, na ira que também tenho. Já que estou a falar tanto de mim deixem-me dizer-vos que nem me considero mau rapaz, sofro profundamente quando vejo fazer mal a alguém, dantes via muito aqueles filmes tristes e fartava-me de chorar, agora, não consigo, juro não suporto ver fazer mal, ver fazer sofrer, mas, o pior, o que mais me atormenta, é quando percebo que também eu sou assim, também provoco a outros o sofrimento que não suporto ver causar, e é exactamente por isso, que ás vezes me arrependo das escolhas que faço, e das atitudes que tenho e, envergonhado refugio-me de mim e do mundo, agarro-me à caneta e ao papel e lá descarrego aqueles versos tristes, que tanto gosto de cantar!…

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