“O novo dono do palheiro…”

                “Hoje, mais uma vez, confirmei que a sabedoria popular é rica, e sobretudo correcta. Lembrei-me da “máxima” – Se queres ver um pobre soberbo… O resto, todos sabemos. O pior é que me fez lembrar tempos, não muito antigos, e também me recordei que os resultados foram desastrosos, para quem deu a chave do “palheiro”. Bem sei que isto é muito pouco, e que só assim não perceberão nada, mas não faz mal, percebo eu, e também não ficava bem comigo se não desabafasse, mais que não fosse aqui para o papel, e depois para o blog.

                Há pessoas que não aprendem, é um bocadinho o que acho. Hoje, revi um filme não muito antigo, e com contornos muito semelhantes, que levaram ao desastre do “dono do palheiro” , e do homem que o julgava ser, por ter a chave. Alguém, que chega a um lugar, de chefia, comando, ou lá o que lhe queiram chamar, por convite, e depois, de forma absolutamente arrogante, com uma falta de humildade impressionante, se arma em “dono do palheiro”. Fala para os outros de cima para baixo, franze o sobrolho, dá, como quem faz favor, e a quem nos devemos vergar reconhecidos. E eu só ia fazer o meu trabalho, para poder trabalhar. O curioso é que o verdadeiro “dono do palheiro” não é assim. Revela-se simples e simpático, educado, prestável, e sobretudo humilde! Pelo menos comigo, sempre assim foi!

                Levo mais de 20 anos de rádio, de fados, de vida pública, de contacto com imensa gente, felizmente conheço Portugal de lés a lés, e tenho a felicidade de conviver, e ter como amigos muitos homens e mulheres brilhantes, cheios de talentos e competências, e, quantos mais conheço com estas características, mais encontro a humildade, simplicidade, sobretudo a inteligência de não se julgarem mais importantes que os seus semelhantes!

                Depois por cá, cruzamo-nos com alguns, que são uma caixa de surpresas. É pena, eu, confesso, apesar de saber e conhecer o que se passou num passado, não muito distante, que acreditei que algo tinha mudado, nos primeiros contactos até tinha ficado com essa impressão, pura ilusão. Afinal, é a mesma coisa, com os mesmos laivos de sabedoria e soberba. Direi que há pessoas que têm a memória curta, e se esquecem depressa do que lhes aconteceu, e um dia, quando o barco vira, lá ficam agarrados ao pau da mesa. Porque será?

                Tenho a plena consciência que hoje fecho mais uma porta, mas eu quero lá saber, a verdade é que também nunca simpatizou comigo, portanto, não tenho muito a perder, e não ficava bem comigo se não escrevesse e publicasse aqui isto. A única coisa que lamento, e cá estaremos para ver como vai ser o futuro, pois ainda há poucos dias encontrei outro amigo que partilha desta visão que hoje aqui descrevo, é que se no fim, o resultado não vai ser o mesmo, ou seja, o “dono do palheiro” acaba por perder o “palheiro”, muito por culpa do homem da chave… cá estaremos para ver, eu, se um dia se justificar ponho tudo em pratos limpos. E ponho os nomes nas coisas, para já fico por aqui, confesso que ainda acalento alguma esperança que as coisas mudem, a ver vamos…”

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