“Se tu viesses hoje ter comigo…”

Se tu viesses hoje ter comigo

Àquela velha casa de nós dois

Ali onde a varanda era abrigo

Duns olhos pendurados no postigo

A reclamar os sonhos pra depois

                                          

Se tu viesses hoje de mansinho

Sem que ninguém te visse regressar

Colhia as Buganvílias do caminho

Deixava no portado um só raminho

Pra te por no decote, a enfeitar

 

Se tu viesses hoje ao sol poente

Escondia-me na Silva mais agreste

Fazia de uma Amora confidente

Roubava aquele beijo mais ardente

Ali mesmo nas abas do Cipreste

 

Se tu viesses hoje meu amor

Se tu viesses hoje ser só minha

Sem medos, sem amarras, sem pudor.

Exangue a desbravar teu corpo em flor,

Podes querer meu amor, também eu vinha!

             Escrevi hoje, em casa, em Estremoz. Maio, 18, 2011.

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