“Por Outros Portos”

 Às vezes vou par` além do que não sinto

E digo o que jamais pensei dizer

Às vezes não sou eu, e sei que finto

O vertical condão do que é viver

 

Nas ruas onde deixo que me vejam

Apenas me encontram passos mortos.

Se é onde me vêem que desejam

Que amarre a minha nau por outros Portos.

 

Amargas são as sílabas que junto

Nestas raras  palavras que vos dou

Quando o texto decifrado é o conjunto

Do luto avermelhado em que estou

 

No chão se prendem hoje estes meus dedos

Como a`pontar o resto dos meus dias,

Não guardam mecanismos de segredos 

Nem escondem a poção das alegrias.

Deixe um comentário

Ainda sem comentários.

Comments RSS TrackBack Identifier URI

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s