“E Na Cama o Corpo Frio…”

I

Não sei se te vou voltar a ter

Entre os braços, em abraços

Mas sobretudo no meu coração

O tempo passa e vai apagando

Aquilo que nos vai magoando

E nos prende à solidão

II

Sinto hoje a mesma loucura

Mas agora sem ternura

Se me dizes, vou regressar!

Como aquela água que morre

O meu olhar já não corre

Quanto tu vais a passar

III

Há ruas cheias de nada

Quando pela madrugada

O vento me açoita transtornado

O copo ficou vazio

E na cama o corpo frio

Adormece abandonado

IV

Perdi todos os sonhos

E aqueles lábios risonhos

De palavras inventadas

Já não querem adjectivos

E muito menos motivos

Pra palavras perfumadas!

.

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